José Almir da Luz Junior, nascido no dia 13/12/1985 em Curitiba/PR. Atualmente é estudante universitário pela UFPR, trabalha na Assembléia Legislativa do Paraná.Escreve poesia desde os 14 anos, após encantar-se com o Parnasianismo de Olavo Bilac. Começou em 2007, aos 21 anos, frequentar a Oficina de Poesia na Biblioteca Pública do Paraná (coordenada por Roza de Oliveira), e a partir deste momento passou a dedicar-se mais a poesia. É membro do Centro de Letras do Paraná, afiliado da Sala do Poeta da Academia Paranaense da Poesia, Cadeira Nº11 da Academia de Letras da Cidade de Canelinha/SC, membro do Grupo de Poetas Livres de Blumenau/SC, membro do Grupescente (Grupo de Poetas Sol Nascente de Canelinha/SC), e membro efetivo da AVBL (Academia Virtual Brasileira de Letras - Patrono Roza de Oliveira). Ganhou o Terceiro Lugar no 1º concurso Nacional de poesia CIDADE DE CANELINHA, o primeiro lugar no concurso trovas para uma vida melhor 2009 (tema perdão), teve seu soneto LUA selecionado para a antologia dos sonetos chave de ouro da Academia de Letras da Cidade de Jacareí/SP e é finalista do concurso de poesia Agostinho Gomes em PORTUGAL. Seu livro SODOMA DAS LETRAS, será lançado em fevereiro de 2010.
A Poesia de Almir Jr.
SOL DA VIDA
Tão tristonho, abracei a solidão
no ponto mais distante do Universo.
Afoito em remover do coração
a treva que sufrago neste verso.
E por tempos, vivi como ermitão
trancado num dilema controverso.
Um medo, de tamanha proporção,
deixava o meu espírito submerso ...
E na água, refletida, vi uma luz
no começo cegou toda visão
aos poucos revelou Cristo Jesus.
Acabei encontrando a redenção
É o Sol da vida! Mestre que conduz,
elevando à divina dimensão.
MENINOS CHORAM
Toda vez que a tristeza sussurrar
com sua voz de tecido marroquino,
queria ser a folha solta no ar
voar sem qualquer rumo, sem destino.
Toda vez que a tristeza sufocar
as minhas esperanças de menino
despejarei as lágrimas no mar
embaladas ao som de um violino.
Saudades de você, tanta saudade
é o que posso sentir nesse momento.
E nada mais me resta, na verdade,
a não ser recordá-la em pensamento.
Confesso: choro sim! com liberdade,
sem temor de expressar tal sentimento.
ALMA GÊMEA
No ósculo,
deleito-me
frugalmente
de sua alma.
Gotícula
por
gotícula
de
seu
Ethos.
De mãos dadas
(no encaixe)
completamo-nos.
Algumas Trovas:
I
O rancor me corroía
flagelava o coração.
Resolvi um certo dia
libertar-me com perdão.
(1º Lugar trovas para uma vida melhor)
II
Só tenho a pedir perdão
sinto bastante em dizê-lo:
mas o teu sorriso irmão
é o fim do meu pesadelo.
III
Sempre queria fazer trova,
mas não sabia ter cadência.
Hoje aprendi! Essa é a prova,
que amar nos dá paciência.
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