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domingo, 4 de abril de 2010

2a. Poética com Rodrigo Madeira no BluesVelvet


No inicio do projeto segundas poéticas do Blues Velvet Cwb
Rodrigo Madeira estará relançando seu mais recente livro
"pássaro ruim"

A casa abrirá a partir das 19 horas e as récitas iniciam às 20
até ás 22: 30! (no cartaz está ás 21)

Entrada: 3 reais

Blues Velvet Cwb
Rua Trajano Reis, 314
São Francisco - Curitiba

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Rodrigo Madeira lança o livro Pássaro Ruim

LANÇAMENTO DO LIVRO "PÁSSARO RUIM".

DIA 24/02/10
LIVRARIA DO PAÇO DA LIBERDADE(PRAÇA GENEROSO MARQUES),
ÀS 19:00h.

Sobre o autor: Rodrigo Madeira. Nasceu em Foz do Iguaçu, 1979. Reside em Curitiba. Poeta e músico. É leitor de Rimbaud, Lorca, Drummond, Guimarães Rosa, Vinicius e João Cabral de Melo Neto. Gosta dos antigos filmes italianos, de Van Gogh e Matisse. Odeia política, mas acompanha de perto. Para definir poesia, concorda com Paul Valéry: "a permanente hesitação entre som e sentido".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em destaque: Rodrigo Madeira

Rodrigo Madeira (Foz do Iguaçu, 1979)
Poeta. Vive em Curitiba desde 1992. Alguns de seus poemas foram publicados em revistas e sites literários. Gravou, juntamente com Tullio Stefano e Ricardo Pozzo, o cd de récitas Psiconáutica. Vencedor do Concurso Helena Kolody de Poesias- Categoria Paraná em 2006, com o poema infância. Em 2.007 seu poema O inseto recebeu menção honrosa no mesmo Concurso Nacional de Poesias Helena Kolody.. É autor do livro Sol Sem Pálpebras (Imprensa Oficial, 2007). E-mail – rmadbarbosa@hotmail.com ou rodrigomadeira79@gmail.com


Alguns Poemas de Rodrigo:

infância


e eu não sabia que minha estória
era mais bonita que a de Robinson Crusoé
.carlos drummond de andrade

o menino sem camisa empinava o sol
(a palma da minha mão é hoje a cartografia do exílio)

no retrato , a carranca dos avós: eternamente condenados
a fazer cara de moscou
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

O menino, sólido e leve, não sabia crer: deus é uma fumaça
tão pesada...
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

lançou a auréola no jogo de argolas
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

o jardim da infância era o mundo. e o mundo, pequeno
como uma vila, não cabia no infinito
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

os jardineiros dormiam mortos sob os caules do azul
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

escreveu numa mensagem-de-garrafa-lançada-ao-mar:
o mar não existe!
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

d’artagnan, se não deixasse richelieu para amanhã
levava sopapos da mãe
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

iniciou-se em literatura comendo papel
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

e o desejo maciço de lavar-se em bacia de osso
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

a jangada seguia sobre um pântano de glicínias...
don juanito nos infernos, narcisando
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

e também fumava escondido, de cócoras, e gomava
as asas de urtigas e flores de ipê
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

ícaro obedecia a sua natureza de filho:
desobedecia ao pai
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

e uma pêra nascia no limoeiro
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

a segunda divisão panzer SS “das reich” de saúvas
carregava o chassis do louva-a-deus
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

o menino passeava com seu cão imaginário
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

à margem de teixos roendo-se em silêncio, especulava
as águas: iscara um anzol de nuvens para apenas roçar
o que foge, passarinhado...
(a palma da minha mão é a cartografia do exílio)

...................................................................

mas há de sempre trocar de pele e carnes,
pois seu corpo é sua estória...
(a palma da minha mão é o registro do que morro:
o menino me recomeça)


Foz do Iguaçu

r. do angico, das paineiras, acácias,
r. do cedro, das nascentes, pôr-do-sol...

estas ruas cresceram a dar em mim

e crescerão ainda mais, até fanarem,
morrerem
(não para outros).

estas ruas em que deixei,
menino de tudo,
cascas de ferida e medo de iodo.

Estas ruas que não me deixaram

- como negativos, entre outros,
em ventrículos da memória;
como curtas-metragens
projetados no lençol
que a mãe estendeu no varal à tarde.

ao verdor da relva e da vida,
o menino isolou a bola...

- eu é que não vou buscar

Balada da Cruz Machado


Balada da Cruz Machado.

Um filme de Terence Keller sobre poema de Rodrigo Madeira.

Estréia nesta sexta, dia 22 de maio, às 20:00 horas, na Cinemateca.

Rua Carlos Cavalcanti, 1174. Curitiba- PR.