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terça-feira, 25 de agosto de 2009

José Feldman é empossado na Academia de Letras do Brasil em 12 de Agosto de 2009, em Piracicaba.

No Dia 12 de Agosto de 2009, na Cidade de Piracicaba ocorreu a Solenidade Oficial Pública, de Diplomação e Posse de Membros da Academia de Letras do Brasil - ALB. Entre os diplomados pela Presidência da Academia de Letras Do Brasil, Dr. Mário Carabajal, Ph. I. pela ALB/Piracicaba, ocupando Cadeira Vitalícia 01/ALB/Paraná - José Feldman. Patrono: Paulo Leminski. O presidente da ALB, Dr. Mário Carabajal deu posse vitalícia aos escritores togados e diplomados da ALB, aos 12 dias do mês de agosto, na Cidade de Piracicaba, em São Paulo, atribuindo-se-lhes, às prerrogativas de Imortalidade Acadêmica, da Ordem de Platão, as suas Cadeiras, Nomes, Obras e Patronos. Ainda Foi entregue o Diploma "Doutor Honóris Causas - Ph.I. - Filósofo Imortal" aos Escritores

José Feldman – ALB/ Paraná
Everaldo Cerqueira – ALB/ Bahia
Nelson Maia Schocair – ALB/ Rio de Janeiro
João Gilberto Pompermayer Pereira, Presidente Executivo da ALB/Piracicaba/SP;
Doutor Samuel Antonio Merbach de Oliveira, Membro da Academia de Letras do Brasil e da Academia Mundial de Direito Internacional.


Discurso de Posse da Cadeira Vitalícia nr. 1 da Academia de Letras do Brasil/ Paraná

Exmo. Sr. Presidente da Academia de Letras do Brasil
Acadêmicos e Acadêmicas
Autoridades presentes
Caros senhores e senhoras

Foi uma longa caminhada que me trouxe à Academia de Letras do Brasil, e não estou falando apenas dos mil quilômetros que separam a cidade de Ubiratã, onde moro, de Piracicaba. Falo também do caminho que percorrem todos os escritores, o de descoberta e de aperfeiçoamento que, às vezes, leva a honrarias como a de pertencer a esta Casa. E, quando isto acontece, vive-se um momento de imprevisível emoção, um momento em que se percebe uma imensa paisagem literária, da qual, mesmo na condição de detalhe, somos integrantes. Então vemos que aqui somos rodeados por inúmeros escritores, alguns lendários em nossa vida e em nossa formação. Ao tomar posse de uma Cadeira nesta Casa, quero afirmar ser apenas um sonhador e divulgador de homens e mulheres que compõem o panteão da literatura. Minha cultura literária, modesta devo confessar, foi adquirida através da leitura de livros de ficção, de poesia, de teoria literária e teatro. Com orgulho ocupo esta Cadeira, mesmo reconhecendo a existência de outros que poderiam ser tão ou mais dignos do que eu. Contudo, espero, com meus escassos recursos, poder contribuir para uma vida sempre atuante desta entidade venerável, presença permanente na vida cultural de nosso Brasil. Ao aceitar honrarias como a ocupação de uma Cadeira em uma Academia de tal porte, necessita-se ter consciência desta responsabilidade que se assume, que está sendo adicionada àquela que já faz parte dos afazeres. Segundo Nietzsche, quando assumimos tal encargo, precisamos construir nossos monumentos onde nos alicerces profundos nós ficamos. Deve-se trilhar todas as estradas que existem no mundo, deixando um rastro de conhecimentos e um pouco de si em outras vidas. Brasileiros valentes tiveram feitos notáveis, cada qual a seu modo, com dignidade e competência, mesmo em meio à injustiça social, à insegurança e à descrença. E ser escritor num país com dificuldades econômicas, culturais e sociais não é uma tarefa fácil para estes heróis nacionais, que muitas vezes não são reconhecidos. Mas não devemos ser descrentes, pois sem esperança não há vida. Ernest Hemingway em seu livro O Velho e o Mar, coloca que “o homem pode ser destruído, mas nunca derrotado”. Mas contribuímos pelo poder das palavras para o conhecimento de nós mesmos e para a descoberta de nossa identidade. Um país que não possui livros, nem músicas, nem danças, nem artes, nem manifestações culturais, não é um país, é apenas um núcleo de pessoas insatisfeitas. Como já dizia Monteiro Lobato: “Uma nação se faz com homens e livros”. Aprendemos sempre e descobrimos sempre. Uma das coisas que aprendemos é homenagear os nomes que fizeram a literatura brasileira. Para mim, está claro que aqui estou representando a literatura paranaense. Sou apenas um dos numerosos nomes que incorporam a ampla relação daqueles que fazem do Estado do Paraná o cenário e a motivação para sua literatura por outro lado, procuro fazer com que esta intensa mobilização reflita a importância da Academia de Letras do Brasil no cenário cultural brasileiro. Fernando Pessoa dizia “Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui; sê todo em cada coisa; põe quanto és no mínimo que fazes; assim, em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.” Deste modo, assumo pois o compromisso de perpetuar o estandarte da literatura, participando do desenvolvimento e do engrandecimento do Brasil, pois tanto quanto dependemos dele, ele depende de nós. Nunca esquecendo e conservando aceso o lume daqueles que nos precederam na literatura ou nas demais artes, e deram suas vidas por este imenso país que é o Brasil.
Terminando, agradeço pela honra em pertencer a esta Casa e peço vossa permissão para algumas homenagens pessoais. Para meu pai, Moisés Feldman, que não vive entre nós para ver este momento, mas que mesmo com pouca educação formal, me legou seu amor aos livros e ao estudo através de sua formação moral e intelectual sem a qual eu não estaria hoje aqui. Para minha mãe, Mina, que felizmente vive, com orgulho para ver este momento na existência do filho que fizeram e criaram juntos. Se ele estivesse entre nós, não haveriam pais mais orgulhosos. Para minha mulher e companheira, a escritora Alba Krishna, sem cujo amor, dedicação, paciência e mesmo abnegação eu não seria capaz de viver. Para os meus professores em geral, que souberam, em meu tempo, transformar as instituições de ensino em verdadeiros centros de conhecimentos. E, deixo para o fim, por ser a mais importante, a homenagem ao povo de minhas duas terras. Morando no Paraná, estado que me acolheu em seu seio com ternura, estendendo seus braços para mim, não posso deixar de ser meio paranaense; tendo nascido em São Paulo, sou paulista. Agradeço, abraço e peço a bênção dos povos de São Paulo e do Paraná.

Discurso de Defesa do Patrono da Cadeira n.1: Paulo Leminski
Ao ocupar esta Cadeira, determinei defender como patrono, o poeta curitibano Paulo Leminski. Fornecerei uma pincelada fugaz sobre sua biografia para, subsequentemente explanar a que se deve a sua importância nesta ocasião. Paulo Leminski nasceu em 1944, em Curitiba e faleceu em 1989. Era filho de pai polonês com mãe de ascendência africana. Desde a juventude sempre preferiu poemas breves, muitas vezes haicais. Foi professor e como escritor publicou livros de poesia, de prosa, biografias, ensaios, traduções de James Joyce, Samuel Becket, etc., literatura infanto-juvenil, produções musicais, fez gravações em parceria com músicos como Caetano Veloso e Itamar Assunção. Sua poesia é consequência de um período que predominava a censura, mas ele não se vinculou a nenhuma corrente, apesar de conservar relações com elas. Sua poesia, como expõe Roland Barthes, pode ser considerada como resultado de experiências vividas que se traduzem em lirismo através da linguagem metafórica, do uso de recursos como ritmo, sonoridade, repetição de palavras, situações, descrições, seqüências. Leminski, como Borges, recriou muitas fábulas. Reescreveu o mundo que poderia ter sido e não foi. Reinventou o texto para contextualizar, contestar, protestar. A poesia de Leminski não se evidencia unicamente pelo cunho empírico da escrita, mas também pelo dever do poeta de transmitir suas experiências cotidianas, escrever e reescrever a vida. Reescreveu as lendas e memórias dos emigrantes poloneses do sul do Brasil. Incorporou o sofrimento da voz no canto dos negros da África. Ousou e experimentou muito na escrita, trabalhando artesanalmente com as palavras tocando-as nas texturas e harmonias, exequiveis e inexequiveis. Leminski era um mago das palavras, construindo-as, desconstruindo-as, criando uma linguagem poética composta de características que permitem que novos elementos possam ser adicionados, tornando a poesia um horizonte infindável de composições. Ele manipulava de tal modo que as palavras se desdobrassem de forma que lhe davam novos significados, criando uma teia que se prendia dentro de outra teia, e assim por diante, num processo ininterrupto de criação. Sua obra influenciou grande parte dos movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Leminski manifestava o questionamento às mistificações através do bom humor. O bom humor contra o preconceito e a injustiça, foi o instrumento com que desarmava os espíritos. Por esse motivo, considero Leminski uma escolha justa e seu patronato uma homenagem válida para a participação nesta egrégia instituição.
E, assim, encerro com sua poesia:

O Assassino era o Escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito
inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular
com um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético
de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conetivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Solenidade de Posse: Academia de Letras do Brasil

José Feldman estará assumindo a cadeira vitalícia n. 1 da Academia de Letras do Brasil, pelo Estado do Paraná. Nesta solenidade que contará com diversas autoridades, representantes das letras e convidados, Feldman fará um discurso de posse e um discurso de defesa do patrono de sua cadeira, cuja escolha foi o curitibano Paulo Leminski.
Dia: 12 de agosto de 2009
Horário: 20:00h
Local: Câmara dos Vereadores
Piracicaba-SP

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Quarto Paranaense a ocupar Cadeira de Imortal na Academia de Letras do Brasil

José Feldman, escritor, poeta, trovador e gestor cultural, da cidade de Ubiratã (Noroeste do Paraná), será empossado como Escritor Imortal na Solenidade de Posse de cadeira da Academia de Letras do Brasil em Piracicaba/SP, em agosto deste ano. Será o quarto representante do Paraná nesta entidade. Os outros são Dartagnan Pinto Guedes, Ms. (Londrina), Jorge José Matievicz, Ph.I. (Cascavel), Orly Buchi, da UFPR (Curitiba).

José Feldman (1954)

“Assim como o sol desponta a cada manhã em todo o seu esplendor, e o mundo não pode apreciar este espetáculo, pois ainda está dormindo, eu desperto para a vida diante de sua majestade, e agradeço a Deus por cada novo dia”.

Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 27 de setembro de 1954. Começou a dar maior ênfase também à literatura, ao fazer, na Casa Mário de Andrade (Oficina da Palavra) o curso de Poesia Viva, com a poetisa Eunice Arruda, curso de literatura com Mario Amato, Ficção Cientifica na literatura e no cinema com o escritor de renome internacional, André G. Carneiro, além da Oficina de Trovas com Izo Goldman.
Foi membro da Casa do Poeta Lampião de Gaz (São Paulo). Com as trovas, obteve pela primeira vez uma menção honrosa no Concurso de Santa Cruz do Sul (RS). Casou-se em 1995, com a poetisa, escritora e dramaturga paranaense Alba Krishna Topan. Fixou-se definitivamente em Ubiratã (cidade do Noroeste Paranaense). Em 2001 foi eleito vice presidente da diretoria provisória, da Associação dos Literatos de Ubiratã (ALIUBI), tendo contato com poetas da região. Convidado para ser representante da Delegacia de Ubiratã, pela União Brasileira de Trovadores do Paraná, auxiliou na elaboração do Boletim Paraná em Trovas com a presidente da UBT Paraná, Vânia Ennes, o secretário Nei Garcez e o grande trovador maringaense A. A. de Assis. Participou de concursos de contos em Portugal e França, sem sucesso. Percebendo o pouco acesso das pessoas à literatura, e mesmo o baixo nível de leitura, começou a ler muito e se dedicar a literatura, criando deste modo um boletim, de nome Singrando Horizontes, que era feito principalmente em dados obtidos na internet e revistas, que abrangia tudo de literatura (contos, crônicas, artigos, biografias, poesias, curiosidades da língua, noticias do mundo, estudos de livros, etc.), e começou a distribuir por e-mail para inicialmente amigos, trovadores e associações, e alguns impressos para pessoas de baixa renda, que não dispunham de computadores. Com o tempo foi descobrindo novos endereços e distribuiu em escolas, universidades, academias do Brasil Inteiro, além de Estados Unidos, Argentina, Colômbia e Portugal. O Boletim foi indicado para ser inserido nos anais da Casa Legislativa Maçônica. Pela enorme quantidade de conteúdo literário considerou muito pequeno o boletim, que contava com cerca de 100 paginas. Criou o Blog Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes, que pode ser acessado através do endereço: (
http://singrandohorizontes.blogspot.com/) seguindo os mesmos moldes do boletim, com muito mais conteúdo, postados diariamente, iniciado ao final de dezembro de 2007. Com isto, começou a ficar mais conhecido devido a sua divulgação dos escritores, sendo convidado no mês de junho de 2008 a efetuar uma palestra na Academia de Letras de Maringá, onde discursou sobre o Panorama da Literatura no Brasil. Muitos escritores começaram a enviar seus textos e livros para apreciação crítica. Em novembro de 2008, a convite do escritor Sorocabano Douglas Lara, passou a ser membro da ONE (Ordem Nacional dos Escritores), recebendo o medalhão das mãos do presidente da ONE, José Verdasca, em 19 de dezembro de 2008, no Gabinete de Leitura, em Sorocaba.
Em março de 2009, foi convidado para ocupar a Cadeira Vitalícia da Academia de Letras do Brasil, pelo seu presidente, o Dr. Mario Carabajal, devendo tomar posse na Câmara dos Vereadores de Piracicaba/SP, em agosto deste ano.