quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Em Destaque: Altair de Oliveira.

Altair de Oliveira nasceu em Panorama-SP em 1961. Foi criado no noroeste paranaense (Xambrê) onde estudou, escreveu seus primeiros versos e trabalhou na lavoura até os 17 anos. Em seguida, mudou-se para o centro-oeste onde permaneceu por 10 anos (Dourados e Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e Brasília). Fez suas primeiras publicações, (Fases, 1982 e Curtaversagem ou Vice-Versos, 1988) e freqüentou o curso de direito até o sétimo semestre. Em 1988 mudou-se para Curitiba-PR onde trabalha como técnico em telecomunicações. Morou em várias cidades do Brasil e também no exterior (Minas, RS, SC e SP - Alemanha, Venezuela, EUA, Nicarágua e Bolivia). Publicou seu terceiro livro de poemas O Embebedário Diverso em 1996, com uma segunda tiragem em 2003. Escreveu alguns contos esparsos e resenhas literárias, publicados em antologias e diversos jornais do país. Publicado no ano passado, O Lento Alento é o quarto livro de poemas do autor e reúne seus escritos de 1996 a 2008 e celebra 30 anos da militância do autor na poesia independente.

Alguns poemas de Altair:

EX-CRAVO, ESCREVO...

A musa quando me usa
Me ativa como cativo,
Um serviçal obtuso,
Um apaixonado de ofício.
Eu me dôo todo por ela,
A bela que me escraviza.
Eu me dôo todo à ela,
Tentando mostrar serviço.
Mas sei que sempre me esnoba
E me rouba a alma e o viço.
Me deixa pedindo esmolas,
Me imola num sacrifício...

Altair de Oliveira - In: "O Lento Alento".


CONFLUÊNCIA PASSIONAL

Imaginem rios que se querem
e se esperem presos pelo cheiro
se arrastem tortos pelo mundo
afagando o leito em desespero...

Imaginem rios que se gostem
e se encostem longos de desejo
e se encontrem prontos de ternura
se misturem cada vez mais beijo
e se deixem em êxtase de espuma
troquem águas, algas, mágoas, peixes...
Altair de Oliveira – In: O Embebedário Diverso

PRÉ-TENDÊNCIA A BEM-OLHADO

Veja bem, se me olhares eu tomo forma
Pois teus olhos de luz, se me contornam,
(forma um lar o teu olhar que me contém...)
Me comportam, me alentam e me confortam
Ah, meu bem, vem me ver! Eu me conformo
E me contendo em ser o teu melhor bem!


RENEGADA QUEDA

À certa altura da vida,
onde degraus se degradam,
Eu decido ser de descida,
e, num impulso suicida,
saltar os meus sobressaltos
e descer ao ser que acovardo
tomar-lhe os sonhos que guarda,
usar-lhe as asas rasgadas
e tentar cair para o alto.

Poemas do livro "O Lento Alento" - 2008.

Fontes:
Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades
Germina Literatura
Blog O Lento Alento

6 comentários:

Tatiana disse...

Poeta que corre atrás dos sonhos, que viaja nas palavras...

anne disse...

Como tantos poetas paranaenses que aqui deixam sua marca de talento e sensibilidade,Altair de Oliveira também registra aqui seu talento proporcionando viagens incriveis para todos que lêem seus poemas...

Altair de Oliveira disse...

Hey Andréa, parabéns pelo belo trabalho que você faz pela cultura paranaense, poeta!
Você é show de bola...hê!
Obrigado pelo carinho para com esta minha poesia-de-pernas-finas e que dança neste mundo feito uma desbrecada!

Grande abraço, te cuida!

Leonora disse...

Grande prazer ver o Altair e seus lindíssimos e inspirados poemas espalhadinhos por tantos cantinhos da net... Que essa “praguinha” tão boa se alastre cada vez mais!!!

Beijos, poeta!

Sou a Rosa. disse...

Que prazer poder ver aqui estas belas pérolas extraídas de um coração tão sensivel. Que poeta talentoso!
Altair, que sua poesia possa sempre nos encantar por caminhos de beleza!
Um grande abraço desta carioca fãZona tua!

Marisa Rosa Cabral.

Feliz disse...

Nossa!

Eu adorei todos
os seus poemas..

Você é uma pessoa
super talentosa ...

Parabéns por esse dom divino.

Que Deus te abemçoe sempre..
Um grande abraço.

Maria do Socorro Santos .