quarta-feira, 13 de maio de 2009

Paulo Roberto Karam e a pesquisa literária.


Desde 1986, Paulo Roberto Karam, empreende pesquisa literária no gênero Poesia, partindo de poetas do Paraná e atualmente abrangendo poesia em língua neolatina, com exceção do romeno.
Uma das últimas pesquisas já publicadas resultou no livro Primícias E outros Poemas (1896), onde o realiza uma compilação de inúmeras poesias de Carvalho Aranha.











Augusto Álvaro de Carvalho Aranha, nasceu em Aracajú, Sergipe, a 30 de janeiro de 1876, filho de Manoel Antonio de Carvalho Aranha e de Da. Maria Brasilina Fontes de Carvalho Aranha. Em 1883 acompanhou o pai ao Maranhão, onde estudou. Do Maranhão foi ao Pará e Pernambuco, onde iniciou os preparatórios. Completou Humanidades em 1895, em São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito onde se bacharelou em 1901. Acadêmico, lecionou em colégios da capital paulista. Em 1904, Promotor Público da comarca de Caconde – SP foi removido para Queluz e Pindamonhangaba; Juiz de Direito em Sapucaí e em Descalvado. Colaborou em revistas e jornais literários, esteve a seu encargo a seção literária da Gazeta da Tarde, do Recife.
Foi sócio do Instituo Histórico e geográfico de São Paulo.
Silvio Romero, que em 1900 lhe prefacio o livro “Eu”, incluiu suas poesias no Parnaso Sergipano. Andrade Muricy no “Panorama da Poesia Simbolista” veicula dois sonetos. Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de março de 1923 e encontra-se sepultado em Guaratinguetá.

Bibliografia:
Primícias, versos, 1896;
Eu, poesia simbolista, 1900;
Poeira do meu Caminho, 1926;
Visão das horas, 1925.

Um soneto...

Tua voz

A tua voz canora, meiga e boa,
um som de avena, como um favo, doce
semelha a ave que o peito me povoa
ou cavatina que alguma ave fosse.

Não sei, mas penso que essa voz formou-se
de uns pintassilgos revoando a toa,
de um sabiá que para o céu alou-se,
e raras vezes pela terra voa.

Quando da vida nesta luta imensa
em lava e sangue o peito me crepite
quer tenha o riso, quer a dor aumente,

ao ver por terra a derradeira crença,
seja a tua voz o canto que me incite,
seja a tua voz a prece que me alente!

2 comentários:

Dark Stranger Lady disse...

viajando por estas bandas, encontrei mais um poeta...prazer, Walquíria, add seu blog no meu, por obséquio...
um abraço

Walquiria

Zé Muniz disse...

é possivel receber o contato (e-mail) de Paulo Roberto Karam.
email: muniznativofilho@yahoo.com.br