segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lançamento: Hífen dos compostos


Dia 21 de setembro às 19hs
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Acontece pelo Brasil

PROJETO BIBLIOTECAS POPULARES MUNICIPAIS / OFICINA EDITORES 25 ANOS - Em setembro: dia 15 — Tardes Culturais: Sérgio Gerônimo, com o livro Coxas de cetim - poesia, na Gamboa, 15h; dia 21 — Ciranda de Histórias: Arlete Moreira dos Reis, com o livro O encanto da floresta - infantil, no Grajaú, 15h; dia 22 — Tardes Culturais: Katia Pino, com o livro Sou mulher - poesia/prosa, na Sulacap, 15h; dia 29 — Tardes Culturais: Naldo Velho, com o livro Mania de Colecionador - poesia, na Ilha do Governador, 15h. Informações pelo e-mail: oficinaeditores@oficinaeditores.com.br

POESIA DÁ JARDIM - das 17 às 22h, dia 25 setembro 2010, coordenação da app Ilka Jardim, sarau com poetas do circuito carioca de poesia. Apoio da APPERJ. Contato: (21) 2235-0119. Mais informações: apperj@apperj.com.br

XXI CONCURSO DE POESIA - ALAP - inscrições até 30/09/2010, enviar para Rua Santa Amélia, 88/1011, Tijuca, 20260-030, A/C Eliane Mariath - presidente da ALAP (app). Resultado e premiação 13/12/2010, 15h, no auditório da CONFALB/FALARJ, Rua Teixeira de Freitas, 5/3º. Informações pelo e-mail:alap.rj@ig.com.br

PRÊMO FEUC DE LITERATURA - 2010 - inscrições até 02/10. Regulamento no site: www.feuc.br . Organização do Centro Cultural da FEUC.

XVI FESERP / FESTIVAL SERTANEJO DE POESIA- realização da APC - Acauã Produções Culturais, no Ponto de Cultura Casa da Cultura Antonio Nóbrega à Rua Cecílio Abrantes, s/n°, 58823-000, Aparecida/PB. Coordenação de Laercio Ferreira Filho. Regulamento acesse: Blog: www.xiiifeserp.zip.net . Contatos pelo telefone (83) 3543-1320 / 9112-2515 ou e-mail: feserp@ig.com.br

QUARTAS LITERÁRIAS - Local: Centro de Cultura Luiz Freire, Rua 27 de janeiro, 181, Livraria Nobel - Carmo, Olinda/PE. Toda última quarta-feira do mês com poesia, música, dança, palestras. O evento é coordenado e organizado por Silvana Menezes. Horario: 18:30 às 21h. Contatos pelo e-mail: silvanamenezes@cclf.org.br ou telefone: (81) 3301-5241.

GRUPO DE POETAS E ESCRITORES SOL NASCENTE - reunião às quintas-feiras, a partir das 19h, na Biblioteca P. Raul Miguel de Vieira, Av. Cantório Florentino da Silva, Centro, Canelinha/SC. Contatos pelos tel: (48) 9903-4032 (Márcia) ou (48) 3264-0249 e-mail: marciareisb@yahoo.com.br / marciareisb7777@yahoo.com.br ou ilsemaria.pg@terra.com.br

TREM DA CULTURA - todo último sábado de cada mês. A partir das 8h, há apresentações artísticas (poesia, música e apresentações culturais), na Estação Ferroviária da CBTU, no bairro da Ribeira em Natal/RN, sob coordenação da SPVA/RN em parceria com a entidade pública. Às 9:30h, o TREM DA CULTURA parte com destino a cidade de Ceará Mirim, durante o percurso há apresentações poéticas, musicais e causos nos vagões. Retorno a Natal onde se encerra a programação. Evento realizado desde janeiro 2008, sob a coordenação e articulação do poeta Emmanoel Iohanan (iohananpoeta@gmail.com).

Participe das publicações OFICINA. Agenda Literária RECEITUARIUM.
XV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO RIO DE JANEIRO, de 01 a 11 de setembro de 2011 - OFICINA Editores estará presente, junte-se a nós.

Conheça a Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro.
Vem aí o FESTIVAL CARIOCA DE POESIA, em novembro, aguarde a programação completa.

Abraços.
Sérgio Gerônimo
Editor-chefe OFICINA
www.oficinaeditores.com.br
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www.uberj.org.br

Poesia de Josias Alcantara

LADRÃO DE LIVRO

Era pura compulsão, roubava, mas não sabia
que o livro na sua mão... muito desgosto daria.
Desde cedo a sua avó, era do livro aficionada
e ele quando estava só, fazia do livro a escada.

Mas privado do dinheiro, para comprar seu lazer
o jovem ia ao livreiro e roubava para ler.
No início roubava apenas, um livro simples... barato
depois já vemos as cenas, de um grande roubo de fato!

Certo dia ele foi preso, e argüido na prisão
disse: hoje não sou indefeso, e farei de coração
à quem quiser aprender, o que o livro ensina a nós...
o tempo dará o saber e livres terão na voz...
uma nova confiança, para enfrentar a batalha
e entender como a esperança, no livro também se talha!

Você questiona o poema e até ri da pieguice
e pensa, mas que dilema, rimar a fanfarronice!
Mas, mesmo assim para e pensa: ladrão de livro: será,
que ele busca recompensa, e depois o que fará?

Eita vício precursor... de uma arte jamais vista...
de ladrão a pensador, paga a pena... vira artista.!
Penso lá com meus botões, isso vai virar manchete:
Estão lotando as prisões, e a população se mete...

Exige do governante: “escola em tempo integral”,
a que existe é agonizante, ver, “sistema prisional”
será o destino do filho, do nosso grande Brasil

que vê o futuro sem brilho, pois a educação dormiu?
Só um voto consciente é capaz de melhorar
a vida de nossa gente; mas não podemos falhar!!!

Faço assim a petição, no verso quiçá gentil
que pede mais atenção, à educação do Brasil.
Quem sabe em breve... o futuro, recompense o estudante
e ele não fique no escuro, a mercê de algum fragrante.

Que o livro seja também, sua grande ferramenta
pois ao sábio é bom, convém, ler notícia que acalenta:
- o MEC testa um projeto, “formar professor de elite”...
Será no inicio discreto, mas de grande avanço... admite!

Você gostou dessa ideia, e ao ler pensa se é verdade
fazer disso uma odisseia, com amor e caridade!
O futuro a nós... mistério, dará por certo a resposta.

Se com novo magistério, o ensino virar proposta...
de uma nova identidade, desse povo soberano,
que cobra a capacidade, do governo...sem ufano!!!

Se fui mui repetitivo, perdoe-me amigo (a) leitor
eu tive um grande motivo, e a da escrita fui senhor.
Não pretendo fazer guerra e muito menos ferir
o gestor que faz na terra, a construção do porvir...

Muito embora a poesia seja uma forma precária
de conquistar simpatia. Não leia de forma hilária
a verdade aqui contada, tem conteúdo e valor,
precisa ser respeitada, na essência de seu vigor.

Amigo (o), nesse compasso, insisto que a solução
caminha no lento passo, merece a nossa atenção.
Não é preciso roubar o livro na livraria...

Biblioteca é um grande lar, nela o livro é cortesia!
O verso não foi roubado, mesmo fraco relatou
com esforço o resultado, do que você leu...gostou?
Josias Alcantara

I Prêmio Litteris de Haicai

Se você é um dos apreciadores do gênero Haicai, prepare sua inspiração: A Litteris está promovendo o I Prêmio Litteris de Haicai. O haicai é um pequeno poema de três versos, através do qual você escreve sobre suas emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos, etc.

Neste concurso, cada participante poderá concorrer com até 6 (seis) haicais. As obras deverão ser enviadas em língua portuguesa e as inscrições estarão abertas até o dia 30 de SETEMBRO de 2010.

Confira em http://www.litteris.com.br/concurso_haicai.htm
o regulamento, as dicas de como escrever um haicai e envie suas obras!


Cerimônia de Posse


A voz do silêncio


Saiba mais sobre a exposição no Sescpr,
clicando sobre a imagem

Resultado Jogos Florais do Rio de Janeiro 2010

Temos a alegria imensa de lhe enviar a relação dos classificados nos IX Jogos Florais do Rio de Janeiro, âmbitos Nacional e Internacional, parabenizando-os e lhes desejando muito sucesso nos demais certames que se encontram em andamento.
Gostaríamos de poder contar com a presença de cada um no encerramento do referido Concurso, nos dias 15 16 e 17 de outubro de 2010, cuja programação enviaremos até o dia 1º de outubro, data em que se encerra o prazo para a confirmação de suas presenças, para que possamos nos organizar para recebê-los com o carinho e o respeito que merecem.
A todos, os nossos mais calorosos aplausos, com votos de felicidades.

Um grande abraço dos integrantes da União Brasileira de Trovadores - Seção Rio de Janeiro e Amigos da Trova.Maria Nascimento Santos Carvalho

Concurso Nacional Tema Nuvem (líricas/filosóficas)
Vencedores (ordem alfabética)

Almira Guaracy Rebelo - Belo Horizonte - MG
Amália Max - Ponta Grossa - PR
Héron Patrício - São Paulo - SP
José Ouverney - Pindamonhangaba - SP
Maria Lúcia Daloce - Bandeirantes - PR

Menções Honrosas (ordem alfabética)

Antonio Augusto de Assis - Maringá - PR
Divenei Boseli - São Paulo - SP
Élbea Priscila de Souza e Silva - Caçapava - SP
José Tavares de Lima - Juiz de Fora - MG
Neide Rocha Portugal - Bandeirantes - PR

Menções Especiais (ordem alfabética)

Dulcidio de Barros Moreira Sobrinho - Juiz de Fora - MG
Maria Helena Oliveira Costa - Ponta Grossa - PR
Neoly de Oliveira Vargas - Sapucaia do Sul - RS
Roberto Resende Vilela - Pouso Alegre - MG
Therezinha Dieguez Brisolla - São Paulo - SP


IX JOGOS FLORAIS DO RIO DE JANEIRO - 2010

Concurso Nacional e Internacional - Tema Muro (Humor)
Vencedores (ordem alfabética)

Campos Sales - São Paulo - SP
Eduardo Toledo – Pouso Alegre - MG
Francisco Neves Macedo - Natal - RN
Maria Madalena Ferreira - Magé - RJ
Wanda de Paula Mouthé - Belo Horizonte - MG

Menções Honrosa (ordem alfabética)

Antonio Augusto de Assis - Maringá - PR
Arlindo Tadeu Hagen - Belo Horizonte - MG
Campos Sales - São Paulo - SP
Elisabeth Souza Cruz - Nova Friburgo - RJ
José Valdez de Castro Moura - Pindamonhangaba - SP
Renata Paccola - São Paulo - SP

Menções Especiais (ordem alfabética)

Arlindo Tadeu Hagen - Belo Horizonte - MG
Darly O. Barros - São Paulo - SP
Hegel Pontes - Juiz de Fora - MG
Ivone Marques Moreira - Nova Friburgo - RJ
José Ouverney - Pindamonhangaba - SP
Roberto Tchepelentyky - São Paulo - SP

Saiba mais clicando abaixo:

http://www.falandodetrova.com.br/site/ubtrj2010R
Fonte: site falandodetrovas, de José Ouverney

CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA – COMUNICADO OFICIAL

O PROYECTO CULTURAL SUR BRASIL, entidade mantenedora dos seguintes eventos:

— CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA
— ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE CASAS DE POETAS
— MOSTRA INTERNACIONAL DE POESIA VISUAL
— JORNADA DE ESTUDOS LITERÁRIOS

realizados anualmente na primeira semana de outubro, na cidade de Bento Gonçalves, Estado do Rio Grande do Sul, vem de público comunicar oficialmente que as edições deste ano destes eventos, inicialmente programadas para o período de 04 a 09 de outubro, foram transferidas, por motivos de força maior, para o período de

25 a 29 de outubro.

Pedimos publicamente desculpas pelos transtornos que esta mudança de data possa causar aos poetas que já haviam comprometido sua agenda e até mesmo efetuado compra antecipada de passagens, mas esta foi a única forma de possibilitar que o evento aconteça.

Colocamo-nos à disposição dos poetas que necessitarem de nova documentação oficial para justificarem sua presença nestes eventos.

Bento Gonçalves, RS, 06 de setembro de 2010.
Ademir Antonio Bacca
Presidente Proyecto Cultural Sur/Brasil

CONVITE A UM PASSEIO PELA LAPA - por Valeria Borges da Silveira

Visite a Lapa e se envolva com sua rica e bela historia. Ame essa linda cidade, pergunte a sua história aos funcionários do Centro Histórico.
Ao passear pelas ruas da Lapa, acorde o olhar para a memória e historia do povo.
A SEMUCT incentivou o resgate das apresentações do “Boi da Lapa”, com o Grupo Boi da Lapa, que foi destaque no FERA do ano passado e já se apresentou em algumas cidades do Paraná.
Estamos fazendo um trabalho de formação de platéia tendo espetáculos quase todo final de semana.
Desde o ano passado apresentamos o espetáculo sobre o Cerco da Lapa, no dia 9 de fevereiro, e este ano também no dia das mães, e mais algumas apresentações, intitulado: “Nos Somos a Lapa”. O detalhe interessante, é que além de ser uma visão feminina do Cerco, reúne o Grupo de Teatro da Igreja Batista, o 15 GACAP, o Grupo Animathéa (5 anos de existência e ensaiando espetáculo novo aqui no Theatro), o Grupo Boi da Lapa, o AMALA grupo de Cinema Amador, e pessoas da comunidade que vem voluntariamente participar.
Implantamos o projeto: “Agito Cultural”, onde talentos locais fazem apresentações artísticas, musicais e/ou teatrais, além de “brincadeiras” ofertadas para as crianças.
Em setembro, desde o ano passado, há a “Primavera dos Artistas”, onde são apresentados espetáculos de artistas locais e regionais, há oficinas de artes/pinturas, etc.
Há um cronograma de exposições anual, em média uma por mês, quer seja de artistas plásticos, artesãos, escultores, fotógrafos, gravuristas, etc. Sempre na abertura das exposições há apresentação musical, tais como: Banda Municipal da Lapa, Coral Raiozinho de Sol, Coral Santa Cecília, Músicos da Casa de Musica João Francisco Mariano, entre outros.
Foi resgatado o Carnaval de Rua, com o “Grito de Carnaval”. No ano passado com a presença dos “Bonecos Gigantes” de São Jose dos Pinhais e neste ano com a presença da escola de samba “Mocidade Azul”, de Curitiba.
Foram promovidos diversos eventos culturais desde o ano passado focando as datas comemorativas, tais como: Dia do Cerco da Lapa, Dia das Mães, Dia da Mulher, Dia da Vitória, Aniversario da Lapa (em média uma semana de festividades), Mês das Crianças, Natal de Luz, entre outros.
Quem quiser receber o cronograma de apresentações pode solicitar no Theatro São João - 41-39111000, para incluirmos no cadastro.


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DIA DO PATRIMONIO HISTORICO NACIONAL - por Valeria Borges da Silveira

17 de agosto é a data em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.
Em 1937, foi criado o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), onde o historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade trabalhou por mais de 30 anos, e cuja data do seu nascimento – 17 de Agosto – celebra o Dia do Patrimônio Histórico.
No Brasil, muitas pessoas ainda nem acordaram para o que seja um patrimônio histórico. Outras, no entanto, lutam bravamente para conservar a memória desse país, ainda novo, mas com tantas histórias para contar. E muitas dessas histórias estão refletidas e tatuadas justamente...em seus patrimônios!
Patrimônio Histórico e cultural refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor socialmente significativo, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico. E colaboram para caracterizar uma população, agregando valor e distinguindo-a das demais.
Graças às pessoas - historiadores, estudiosos, apaixonados – que dedicam sua vida à preservação da memória, o Brasil tem hoje muito do que se orgulhar, quando se fala de Patrimônio Histórico.
Descobrir a nossa História nos monumentos, museus e igrejas e ver o Patrimônio Histórico tombado nos leva a valorizar a vida e trabalho dos nossos antepassados. Ancestrais queridos, que de forma heróica, junto aos índios, africanos, europeus e orientais, participaram na construção e desenvolvimento desta fantástica nação onde vivem os Brasileiros.
A música, dança, culinária, escultura, literatura, pintura e tantas outras tradições formataram nossa diversidade cultural, que atravessou séculos e hoje está presente nos saberes adormecidos do DNA de nosso povo. Nossa missão é seguir os ensinamentos de Mário de Andrade. Ele, que escreveu em 1937, o projeto de criação do IPHAN e inspirou o amigo, diretor do Instituto, Rodrigo Melo Franco de Andrade, a dizer: "educação popular é o meio mais eficaz de assegurar a defesa do patrimônio histórico e artístico nacional.
No quesito Patrimônio Histórico, Lapa também tem muito do que se orgulhar. Basta um breve passeio pelo Centro histórico, e qualquer pessoa, conhecedora ou não, poderá se maravilhar com alguns exemplos de patrimônio histórico.
Ao passear pelas ruas da Lapa, olhe em volta, perceba o invisível, aguce os sentidos. Você pode estar diante de uma preciosidade e nem perceber. Há detalhes, nuances, curiosidades, segredos. Há vida por trás das paredes, nas calçadas, janelas, fechaduras.
Nos Patrimônios Históricos está a história das pessoas. É questão de valorizar e aprender a cuidar. Afinal, é o que podemos deixar como legado para as próximas gerações.

7o CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA - Segunda Chamada

Devido ao sucesso obtido com as edições anteriores, a Promotora Cultural Virgilene Araújo institui o 7o Concurso Rogério Salgado de Poesia, com o objetivo de incentivar a cultura, a poesia e a leitura de modo geral, além de homenagear este poeta que comemora este ano, 35 anos de poesia.

Poderão participar poetas de todos os estados do país. Cada autor poderá inscrever até três poemas, que deverão estar digitados ou datilografados, de no máximo uma lauda (30 linhas, incluindo espaços de uma linha para outra), e enviados em 03 vias cada um. Os poemas não poderão ter identificação de sua autoria, sendo que no rodapé da página deverá constar apenas o pseudônimo do autor. Anexar à parte, envelope lacrado contendo em seu interior o nome, endereço e telefone e e-mail para contato (se tiver). Por fora do envelope, constar o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo do autor. No ato da inscrição será cobrada uma taxa de R$ 5,00 (cinco reais) para despesas de manutenção do concurso, enviada em forma de cheque nominal a Virgilene Ferreira de Araújo. Caso ache mais prático enviar o valor em espécie, será enviado recibo para o poeta inscrito.

As inscrições deverão ser enviadas para a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – Cep: 30.161-970, até o dia 30 de novembro de 2010, fazendo valer a data da postagem.

Serão selecionados por um júri composto de dois poetas, convidados pela organização do concurso, além do poeta homenageado, três primeiros lugares, que receberão, além de certificados, um pacote literário composto de excelentes livros e Cds, como incentivo a uma maior incidência de leitura. Caso os jurados achem necessário, serão conferidas menções honrosas.

Maiores informações pelo telefone: (31) 3464.8213, 8421.6827 e 8416.8175.

Obs: as inscrições enviadas que não obedecerem o regulamento, serão automaticamente desclassificadas.

RESULTADO DO CONCURSO LITERÁRIO DE IRATI – 2010

Concurso promovido pela ALACS (Academia de Letras, Ciências do Centro-Sul do Paraná), com apoio da Fundação Denises Stoklos, Prefeitura Municipal de Irati, Núcleo Regional de Educação/Irati e Grêmio Haicai Chão dos Pinheirais.

Foram cerca de trezentas inscrições, cujo tema foi Irati. Participaram candidatos de Irati, Ponta Grossa, Guarapuava, Paranavaí, Rebouças, Imbituva, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina.

Os classificados receberão seus troféus e diplomas em 20 de novembro de 2010, (sábado) às 16 horas, no Centro Cultural Clube do Comércio.

A Comissão Organizadora agradece aos participantes, como também cumprimenta a todos os vencedores.

Relação dos classificados nas modalidades, a saber:

MODALIDADE: TROVA

1º Lugar
Sônia Maria Ditzel Martelo (Ponta Grossa)
Irati

2º Lugar
Luiz Gondim de Araujo Lins (Rio de Janeiro)
Irati

3º Lugar
Sônia Maria Ditzel Martelo(Ponta Grossa)
Irati

MODALIDADE: HAICAI

1º Lugar
Raniely Pereira dos Santos (Irati)

2º Lugar
Sávio Guilherme de Paula (Irati)

3º Lugar
Samara Laís Batista (Irati)

4º Lugar
Paola Marques (Irati)

5º Lugar
Fernanda Byczkovski (Irati)

6º Lugar
Márcia Daniela Pianaro Valenga (Irati)

HAICAI/ MENÇÃO HONROSA/ ORDEM ALFABÉTICA

Ana Carolina Cordeiro da Silva, Eliezer Blan/Taciana Aparecida Bassani /Silvia Maria Svereda /Eric Gabriel Vieira de Lima (Todos de Irati)

MODALIDADE: POEMA LIVRE

1º Lugar
Paulo José Miskalo (Irati)
As margens do rio

2º Lugar
Rita Camargo Caldas (Guarapuava)
Cidade dos encantos

3º Lugar
Sonia M. Ditzel Martelo (P. Grossa)
Irati de meus encantos

4º Lugar
Danuta Maria Sloma (Irati)
Encantos de Irati

5º Lugar
Wellington V. Celis Batista (Irati)
Irati

POEMA LIVRE/ MENÇÃO HONROSA/ORDEM ALFABÉTICA

Adan Rafael de Almeida (Imbituva)
Linha do tempo

Daniel Henich (Irati)
Irati

Gaspar Valenga (Irati)
Irati

Dr. Hélio Destro (Campo Belo/ São Paulo)
Declaração especial de amor a Irati

João Alberto Dumas (Curitiba)
Onde fostes hoje?

Luiz Gondim de Araújo Lins (Rio de Janeiro)
Pousos

Marlyn Tows Voigt (Irati)
Coisas que deus escreve

Paulo José Miskalo (Irati)
Em fevereiro


MODALIDADE: CRÔNICA

1º Lugar
Rafael Felipe Lucas (Irati)
Desatino

2º Lugar
Henry Claude Stelmarsczuk (Irati)
O cavador de poços

3º Lugar
Leandro Ditzel (Irati)
Irati, ontem, hoje e sempre

4º Lugar
Gaspar Valenga (Irati)
Irati.

5º Lugar
Scheyla Horst (Guarapuava)
Domingo solar

CRÔNICA/MENÇÃO HONROSA

Henri Claude Stelmarsczuk: (Irati) Um herói, um sonhador, um professor

MODALIDADE: PEÇA TEATRAL

1º Lugar
Maigon André Molinari (Irati)
As estrelas mortas

PEÇA TEATRAL/ MENÇÃO HONROSA:

Maria Aparecida Batista (Irati): Retratos da vida

TEXTOS CLASSIFICADOS EM 1º LUGAR EM CADA MODALIDADE

Trova: 1º Lugar

IRATI

Pelas bandas de Irati
Foi quedar meu coração,
Meu lugar é hoje aqui
Neste pedaço de chão
Autoria: Sônia Maria Ditzel Martelo


HAICAI: 1º Lugar
Caminho da escola
A neblina esconde tudo
Manhã de Irati
Autoria: Raniely Pereira dos Santos

POEMA LIVRE: 1º lugar
AS MARGENS DO RIO

Já vai longe o tempo
Em que havia antas nadando
Talvez sob o olhar atento de alguma onça
Às margens do rio
O sertão deu lugar aos trigais
E estes às casas
Araucárias centenárias, lar de bugios
Também se foram
Levadas pelos trilhos
E assim nasceu Covalzinho
Que mudou também
Virou Irati
Mas às vezes
Nessas ruas, que são o meu quintal
E às margens do rio
Entre as araucárias
Imagino que ainda passeiam
Antas, onças e bugios
Autoria: Paulo José Miskalo

Crônica: 1º Lugar
DESATINO

Houve quem me ajudasse na empreitada de derrubar a lua, amarela, feita de cartolina, do alto do morro da santa. Foi plano meticuloso, desatino, idéia de madrugada, croqui em papel de guardanapo, desenhado sob a luz de âmbar do Dom Quixote. Tudo bem medido, com a ponta dos dedos, num mapa feito de açúcar que furtamos do balcão da padaria Iraty. A questão do trem, que passa balançando a noite, assustando as águas do arroio, foi resolvida com algodão que espalhamos pelos trilhos. Os guardiões a apitarem de hora em hora, guiando suas bicicletas nas brumas, trancamos todos com cancelas feitas de isopor. Então ouvi teus passos, tão perto, não sou médico, mas sei quando o sangue toma rumo contrário dentro do corpo. Saio do plano e dou nos teus olhos, o mundo vem todo desarrumado, meus pensamentos empilhados feito carrinhos de choque de parque de diversões e eu dizendo pra dentro letra por letra o teu nome e o céu da boca desmanchando. Quis te dizer é “inverno” e te oferecer meus casaco, mas tive medo de mexer no vento e esperei sozinho chegar ao meu peito o mesmo sopro que já havia passado por teus pulmões. Quis te dizer “foi aqui na Praça da Bandeira que tudo começou”, mas lembrei da Praça da Matriz e pensei que na verdade tudo poderia começar naquela igreja. Procuro agora quem me ajude na empreitada de tentar colocar de volta a lua, amarela, de cartolina, no alto do morro da santa. Vou zanzar rua por rua desta cidade com nome de mel. Espero que volte pelo mesmo caminho. Quebrarei garrafas de vinho e espalharei os cacos pelo chão, esperando que a luz difusa dos postes venha transformá-los em estrelas sob os teus pés. Da Casa da Cultura vem uma música, destas com o jeito dos rádios antigos, posso ouvir baixinho. Ouço teus sapatos, procuro tua mão num convite, e te conto: “nunca dancei contigo debaixo duma lua destas”...
Autoria: Rafael Felipe Lucas

Aconteceu em Maringá



Sessão Magna realizada no dia 11 de setembro de 2010, no Metrópole Bristol Hotel, destinada à comemoração do 13º aniversário da Academia de Letras de Maringá e acolhimento de um novo membro titular: Roberth Marcel Fabris.

Saiba mais clicando AQUI!

Carta da Lapa

Reunidos durante o Festival da Lapa 2010 (Festival de Filmes de Época), diretores de cinema, produtores, assistentes de arte e de produção, cineclubistas, professores, alunos, representantes de escolas de cinema e de entidades do cinema paranaense, cinéfilos e cidadãos lapeanos, participaram das mostras, oficinas, bate-papos e mesas de debates. Questões ligadas ao filme de época, ao movimento cineclubista, à relação entre cinema e educação, à formação técnico-profissional, à pesquisa e preservação cinematográficas foram abordadas. Por aclamação dos presentes, as proposições e considerações feitas durante o encontro seguem sintetizadas nesse documento.

Afirmou-se a importância da continuidade e do fortalecimento do Festival da Lapa, referência cada vez maior para as questões relacionadas aos filmes de época: direção de arte, figurino, maquiagem, adereços e fotografia. Espera-se que em suas próximas edições possa sediar de forma ainda mais sistematizada encontros das categorias diretamente envolvidas com a temática.

Definiu-se como urgente que os cinéfilos e os que trabalham com cinema no Paraná façam a sua parte no processo, retomado em 2003 durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de rearticulação dos cineclubes brasileiros, reafirmando (como na memorável Carta de Curitiba, redigida quando da realização em fevereiro de 1974, no Teatro do Paiol, da VIII Jornada Nacional de Cineclubes/III Encontro Sul-Americano de Cineclubes) sua clara posição em defesa do cinema nacional, seu compromisso com o desenvolvimento do projeto cultural brasileiro. Em sintonia com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e com o Programa Cine Mais Cultura do MinC, cabe aproximar os cineclubes em funcionamento no Paraná e atuar, inclusive com propostas de políticas públicas, visando implantar cineclubes na maioria dos espaços possíveis: universidades, escolas, institutos, bibliotecas públicas, museus, sindicatos, clubes, câmaras municipais, unidades da rede SESC, associações e centros culturais.

Desta forma, se estará contribuindo com a formação do público e de público para o cinema brasileiro, de quadros que possam fazer crítica de cinema, -- buscando retomar uma tradição que iniciou em Curitiba no final dos anos 40 e que se desenvolveu até pouco depois de meados dos anos 60, sobressaindo nesse período, por sua sólida cultura cinematográfica, os nomes de Armando Ribeiro Pinto, Francisco Bettega Neto e Lélio Sottomaior Júnior --, e de quadros que possam se orientar, ampliadas as parcerias entre cineclubes universitários, cursos de cinema e Cinemateca de Curitiba, para as atividades de pesquisa, preservação e difusão, para o trabalho em arquivos audiovisuais. Em conseqüência, com a implantação de cineclubes, também se quer dar um passo na formação de um ainda necessário jornalismo cultural paranaense, verdadeiramente capaz de fazer a mediação entre as manifestações artísticas e o público. Se o desafio é imenso, os cineclubistas hoje também contam com a Programadora Brasil e com a Filmoteca Carlos Vieira, ambas com um acervo de filmes devidamente licenciados, em condições, portanto, de resolver suas dificuldades iniciais de programação.

Dentre os espaços citados, sublinhou-se a possibilidade do museu, ao lado da exibição e discussão de filmes, servir como plataforma de diálogo e inclusão cultural. Se presentes nas escolas, os cineclubes trazem a expectativa de que a cultura cinematográfica ajude os estudantes a projetar sua autonomia intelectual. Neste sentido, fez-se clara menção de apoio ao 1o. Seminário de Cinema e Educação: cineclube, escola, comunidade, proposto pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e aprovado pelo Comitê Consultivo da SAV- Secretaria do Audiovisual/MinC. O objetivo do Seminário, de suas comunicações e debates, é produzir um elenco de sugestões concretas e programáticas a ser submetido à aprovação e execução pela administração pública. Os presentes estenderam também todo o seu apoio ao programa Cinema Perto de Você, que está sendo lançado pela Ancine/Agência Nacional de Cinema visando incentivar o setor privado (por meio de linhas de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual e do BNDES e ainda por conhecidos mecanismos de desoneração tributária) a abrir cinemas nas imediações de grandes centros urbanos e em municípios sem essa alternativa cultural. Sua prioridade localiza-se nos 89 municípios com mais de cem mil habitantes e sem nenhuma sala de cinema!

Na linha da formação profissional, reafirmou-se o reconhecimento da importância do técnico cinematográfico e a urgência da criação de cursos técnicos profissionalizantes para o setor audiovisual na rede federal de educação profissional e tecnológica (Institutos Federais, Universidade Tecnológica, Cefets e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades). Se, de um lado é compreensível que todos queiram se tornar diretores, diretores de fotografia, diretores de arte e diretores artísticos, por outro, há grande falta de técnicos em muitas áreas da produção. No atual contexto do cinema brasileiro, as carências de técnicos têm sido supridas de modo paliativo, por meio de oficinas de formação realizadas, em muitos casos, em plena produção! Sem desmerecer a relevância nem os benefícios do “modelo” oficinas, é preciso ir além. A carência maior, em cada produção pelo Brasil afora, é de técnicos intermediários e de suporte, portanto urge formá-los. São necessários cursos de cenotécnica, elétrica de cena e iluminação, adereço, maquiagem de teatro e cine, produção gráfica, produção de arte, assistente de produção, câmera, maquinaria, animação, prospecção, recuperação e preservação, enfim, cursos de produção voltados ao cinema e vídeo.

No âmbito da preservação, entendendo preservar como oferecer condições para tornar perene a obra cultural (na sua materialidade, integridade, integralidade física e nas suas documentações conexas), para fins de difusão, pesquisa, estudos e fruição, é preciso estabelecer políticas públicas efetivas, inclusive de acervos digitais, bem como definições claras para o acesso aos acervos. O acesso ao material preservado, seja para novas produções ou para estudos é o que lhe empresta sentido, mostrando aspectos da história e do imaginário, levando à reflexão sobre o passado e suas esperanças. Considerou-se também como de maior importância incluir na pauta do audiovisual que a preservação começa na produção, que cabe aos produtores incluir em seus planos de trabalho cópias de preservação e guarda de materiais que integram o processo de criação/produção (como versões de roteiros), que caracterizam a documentação da obra.

Apontou-se também a carência de profissionais que se dediquem à macroestrutura de uma produção, ao planejamento do roteiro, da filmagem, do lançamento e da distribuição (o que supõe, muitas vezes, o conhecimento do mercado internacional e de como nele negociar, entre outras qualificações). Atualmente, quase sempre quem exerce esta função é um diretor, em seu próprio filme ou no de um diretor amigo. Sendo assim, para evitar esta sobrecarga, que as escolas de cinema avaliem se não caberia programar cursos, pelo menos de extensão, voltados a esta macroestrutura da produção.

Durante o Festival foram aplaudidas as manifestações de apoio às entidades de classe do cinema paranaense, especialmente o SIAPAR (Sindicato das Indústrias Audiovisuais do Paraná) e a AVEC (Associação de Vídeo e Cinema do Paraná). Ressaltou-se a relevância do Estado não concorrer com a produção independente local, mas sim instituir e desenvolver ações de fomento e estímulo como, por exemplo, editais para alocação de recursos visando o desenvolvimento do setor. Chamou-se a atenção para a necessidade de suplementar a informação das empresas quanto aos modos de funcionamento das leis de incentivos fiscais, mais especificamente da Lei do Audiovisual, um excelente instrumento à disposição dos realizadores, mas ainda com baixa utilização pelas empresas, seja por desconhecimento ou até mesmo por falta de uma prática contínua para investir em filmes parte do seu imposto de renda a pagar.

E, em acordo com a Carta de Atibaia, produzida e assinada pelo Congresso Brasileiro de Cinema, em janeiro de 2010, reafirmou-se a importância da continuidade e da ampliação dos programas do Ministério da Cultura nas suas diversas áreas, sobretudo, pelo que significam em termos de democratização do acesso à cultura, como afirmação do direito dos cidadãos brasileiros à cultura.

Finalmente agradecemos a Prefeitura da Lapa, ao Instituto Borges da Silveira, ao Instituto Cultural e Artístico da Lapa, ao Governo do Paraná e ao Ministério da Cultura, patrocinadores do evento.
Lapa, 12 de junho de 2010.

Entidades Presentes:
AVEC/PR – Associação de Vídeo e Cinema do Paraná
Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro/Regional do Paraná
Cinemateca de Curitiba
Comissão Organizadora do Cineclube Campus Central da Ufpr
Comissão Organizadora do Cineclube da Lapa
Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná
FAPR/Faculdade de Artes do Paraná
Instituto Borges da Silveira (c/ sede na Lapa)
Instituto Artístico e Cultural da Lapa
IFPR/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná
Kinoarte/Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina
Nesef-Ufpr/Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Ensino de Filosofia
Núcleo de Vídeo e Cinema da Lapa
Programa Mais Cultura/Cine Mais Cultura do MinC
SIAPAR/Sindicato das Indústrias Audiovisuais do Paraná

domingo, 19 de setembro de 2010

A MENINA QUE MORAVA NO ARCO-ÍRIS

APRESENTAÇÃO “GRUPO ALMAZEM TEATRO DE BONECOS”

O Grupo ALMAZEM TEATRO DE BONECOS surgiu oficialmente em 2002 com o compromisso constante de renovação plástica, pesquisa e aprofundamento da arte do Teatro de Bonecos.
Em 2005, com o espetáculo “O Cirandeiro”, o grupo obteve duas premiações do Prêmio Gralha Azul (maior premiação do teatro paranaense): “Melhor Espetáculo Infantil” e “Melhor Ator”, e ainda foi indicado a duas outras categorias: “Melhor Texto” e “Melhor Espetáculo Infantil”.
O grupo é dirigido por Gil Gabriel (“Melhor Ator” – Prêmio Gralha Azul 2005), um profissional envolvido há mais de vinte anos com o fazer teatral. Excursionou pela Europa, participando de vários festivais de formas animadas em Portugal, Espanha e França.

SINOPSE DO ESPETÁCULO
“A MENINA QUE MORAVA NO ARCO-ÍRIS” é um espetáculo de teatro de bonecos, que prioriza a qualidade estética, o efeito sonoro (trilha sonora original), o conteúdo lúdico, as mensagens de preservação da vida humana e do meio ambiente, e o viés que se fundamenta no respeito entre os seres humanos.
“A MENINA QUE MORAVA NO ARCO-ÍRIS”, da poetisa paranaense Adélia Maria Woellner, membro da Academia Paranaense de Letras, é um texto desafiador que consegue tecer uma conexão entre o real e o imaginário, de excelente conteúdo lúdico, de inquestionável beleza plástica, propício para a montagem de um espetáculo de teatro de bonecos para crianças.
“... Adélia Maria é, por todos os títulos e com todos os méritos, herdeira do ouro poético da grande e inesquecível Helena Kolody. Penso, ou melhor, estou profundamente convencido de que a fraterna amizade que durante muitos anos ligou Helena Kolody e Adélia Maria Woellner por laços indissolúveis, acabou por projetar-se, de modo cristalino e insofismável, nas respectivas obras.” (João Manuel Simões – da Academia Paranaense de Letras).
A obra traz uma proposta onírica, onde a protagonista Fêri-Fêri é uma menina muito imaginativa, que cria metáforas a partir dos problemas vividos pelo planeta Terra. Em seus sonhos, a menina construiu a casa ideal, feita de nuvens para que ela pudesse se deslocar para todos os lugares que quisesse, e assim viajou muito pelo espaço, até que certo dia quis pousar, então o Arco-Íris lhe ofereceu aconchego, proteção e toda a formosura das suas cores.
Certo dia Fêri-Fêri percebeu que a Terra não estava muito bem. Lá de cima prestou mais atenção e percebeu a tristeza e a preocupação das pessoas que vivem aqui. Viu muita violência, desatenção com a natureza e sobretudo muitas explosões. Sentiu que cada explosão machucava a Terra. Decidiu ajudar. Pegou um longo fio brilhante, uma enorme agulha de ouro, colocou-os dentro da sua bolsinha mágica, chamou seu professor e ambos viajaram para cá com a missão de ajudar. Quando chegou, encontrou o ser humano perdido na sua própria confusão, contudo viu que as crianças, futuro da Terra, queriam ajudar. E assim, Feri-Fêri pode colocar em prática um plano de transformação.
A encenação mistura várias técnicas de manipulação: vara, manipulação direta, luva e máscaras. Também possui várias cenas de Black out (escuro total) para enfatizar os efeitos produzidos com a utilização da luz negra.

Tempo de Duração: 45 minutos
FAIXA ETÁRIA RECOMENDADA: A partir dos 4 anos de idade
FICHA TÉCNICA: Autora: Adélia Maria Woellner
Texto, Direção e Criação dos Bonecos: Gil Gabriel
Assistente de Direção: Dnize Castro
Elenco: Fabiano Silva, Gustavo Iaguszeski, Sérgio Ramos
Confecção dos Bonecos: Gil Gabriel
Auxiliares de Confecção: Felipe Pacheco, Tarcísio Alencar e Bruno Correa
Produção Cultural: Dnize Castro
Cenografia: Almazem Teatro de Bonecos
Cenotécnico: Edson Naindorf
Iluminação: Luiz Nobre (Carioca)
Figurinos: Claudio Miiler
Adereços: Gil Gabriel
Costureira: Zenaide Alves da Silva
Pintura dos Bonecos: Denise Karine Cordeiro
Trilha Sonora Original e Arranjos: João Caserta
Música "Ferir Voraz": João Gilberto Tatára
Composição Musical "TEMA FÊRI-FÊRI", "PLANETA TERRA" E "BOA TERRA": Gil Gabriel.
Vozes: Victória Mauy, Letícia Massaro, Dnize Castro, Gil Gabriel, Debora Mari, João Gabriel Massaro, Igor Tadashi Ando, Tarcísio Alencar e Gustavo Iaguszeski.
Cantores: Vanessa Marcelino, Jordana Soletti, Gil Gabriel, Tarcísio Alencar, Debora Mari e João Caserta.
Desenhos: Fabiano Carlos da Silva
Desenhos em Grafite: Cristiano Ysto
Designer Gráfico: Pedro Kobachuk
Ilustrações: Heliana Grudzien

SERVIÇO:
Local das Apresentações:
TEATRO GUAIRINHA
Datas das Apresentações:
10/09/10, 11/09/10 E 12/09/10
16/09/10, 17/09/10, 18/09/10 E 19/09/10
24/09/10, 25/09/10 E 26/09/10
Horários:
Sextas-Feiras – 10:00 e 14:30 (para escolas)
Sábados e Domingos – 16:00 (público em geral)
Ingressos:
R$ 10,00 – inteiro
R$ 5,00 – meia (convênios, classe, estudantes, portadores de deficiência e terceira idade)

Deambulações poéticas


Exposição - até 02 de outubro
na Aliança Francesa.
Saiba mais clicando sobre a imagem

sábado, 11 de setembro de 2010

Simultaneidades informa:

Caros amigos, leitores e colaboradores.

Informo que estou com problemas no meu computador, assim que possível o Blog voltará e ser atualizado e o Boletim enviado a todos.
Grata,
Andréa Motta

XVIII Congresso Brasileiro de Poesia

Caros amigos,

Por motivo de força maior, a XVIII edição do
Congresso Brasileiro de Poesia, que acontece todos os anos na cidade de de Bento Gonçalves - Rio Grande do Sul, acontecerá na ultima semana de outubro - de 25 a 30 outubro 2010 - Refaça a sua agenda!
Contamos com sua presença.
Atenciosamente

sábado, 28 de agosto de 2010

O Blog Simultaneidades por Isabel Sprenger Ribas

O Blog Simultaneidades é um excelente mecanismo de divulgação das expressões artísticas e dos eventos ocorridos em nossas entidades culturais de Curitiba e do Estado do Paraná.
Observa-se o profundo interesse de Andrea Motta, sua idealizadora, ao registrar todos os eventos de relevância que ocorrem em nosso meio cultural. Além do item Últimas Atualizações deste Blog, que permite ao leitor acompanhar os fatos conjunturais de idêntica relevância e os históricos de modo sempre atualizado, ali são feitas as alusões ao passado e aos fatos que merecem e precisam ser rememorados para que nossa história não se perca. Neste número de Simultaneidades aparece “Um Passeio pela História: 29 de Agosto de 1853, Criação da Província do Paraná. Eis que estamos completando 157 anos, no próximo dia 29 de agosto. Portanto, um fato digno de ser rememorado.
Vemos ali também a notificação dos Concursos que se apresentam a Agenda das Entidades Culturais as quais Simultaneidades vêm se reportando e os endereços destas mesmas entidades, o que facilita a busca dos usuários por qualquer razão ou interesse.
Segundo as palavras de sua idealizadora seu objetivo não é outro que não:
“Este espaço é o lugar de encontro de todas as vozes, de todos os sonhos e de todos os poetas paranaenses. Foi criado com o objetivo de difundir a poesia, a trova, o poeta e o trovador paranaense, compartilhando assim o fazer poético do Paraná com os mais diferentes públicos. Levando a arte paranaense em todas as suas vertentes além das fronteiras do nosso Estado.”
Deste modo, caríssimos confrades e confreiras, eu acredito que muito mais importante do que somente ler Simultaneidades e a imensa fonte de informações ali contidas, vale também prestar colaboração de todos os modos tendo em vista a eventual participação nos textos, o encaminhamento de poemas, sugestões e ou comentários. Estes, principalmente, se fazem necessários para estímulo daqueles que ali registram suas subjetividades.
Qualquer Blog torna-se bastante enriquecido se acrescido de comentários sobre o que lá se encontra. Vamos nos predispor a retribuir este presente que nos chega como potencial de utilização e divulgação daquilo que é a própria obra do escritor paranaense.
E obrigada a Simultaneidades.
Isabel Sprenger Ribas.
Membro AFLP, ACCUR, CLP E CPFC
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Obrigada Isabel pelo carinho e generosidade de suas palavras. Andréa Motta

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Literatura Paranaense - Provocações. Por Carlos Zatti

Provocações

Teve alguém que disse: “Ou o poeta mata o soneto ou o soneto acaba com a poesia”. E não foi com tal radicalismo que se chegou ao bom poema de nossos dias. Vivem e convivem: quadras, sonetos, sextilhas, trovas, décimas, poesias livres e sem rimas, haicai... Só o féretro da antipoesia deve passar sem o acompanhamento de leitores.
A arte é da vanguarda porque rompe o entrave de regimes e ideologias, e o Modernismo é um movimento de vanguarda, por excelência. Aos escritores, artistas e poetas cabe a responsabilidade de guiar os povos, restaurando valores, porque o entulho destrói a sociedade e, isto tem muita importância num mundo aético, de valores invertidos, espalhando e espelhando formas de anticultura.
Já virou modismo representar a miséria e, dói-nos dizer, chegam a divertir-se com a desgraça. O trágico vem sendo apresentado como pitoresco. Não seria melhor apresentar ao povo o bom e o belo, do que conduzi-lo ao pessimismo? - É preciso preservar e defender valores, destacando em primeiro lugar o direito à liberdade.
As idéias éticas e sociais estão inseridas nas artes e na literatura, tanto os aspectos materiais da vida, quanto os sonhos, as lendas, os mitos, os ideais, o imaginário e tudo quanto é humano, como a esperança.

***

Feito isso, como intróito, posso agora revelar que foi diante da dificuldade em localizar literatura regional paranaense, para meus trabalhos, que me perguntei:
Existe uma literatura que identifique o Paraná?
Bento Munhoz da Rocha Neto, como querendo eternizar um episódio, reproduziu em livro o que a revista carioca “A Ordem” escreveu:
“O Paraná é um Estado típico desses que não têm um traço que faça deles alguma coisa notável, nem geograficamente como a Amazônia, nem pitorescamente como a Bahia ou o Rio Grande do Sul. Sem uma linha vigorosa de história como São Paulo, Minas e Pernambuco, sem uma natureza característica como o Nordeste, sem lendas de primitivismo como o Mato Grosso e Goiás”. Por isso o Paraná “forma nessa retaguarda característica de incaracterísticos”. E mais adiante: “O paranaense não existe”! E conclui categórico, o articulista: “O Paraná é um Estado sem relevo humano”.
- Então Bento revidou: “Bendizemos a plebe que floresce ao suor fecundante do semeador a criar riquezas. E temos os lances generosos do gaúcho. A galhardia cativante de suas atitudes francas. A linha correta das condutas elegantes. A coragem de encarar de peito descoberto as situações precárias. E de vencê-las de cabeça ao sol”.
Mas nossos escritores se valem deste paranaense, escrevendo em sua defesa, valorizando-o e identificando-o em suas narrativas?...

Quem são os escritores “paranistas”?
1) Paulo Leminski tem uma temática de estilo próprio. Espalhafatoso identifica a si mesmo e não a sua terra, nem em prosa e nem em versos;
2) Helena Colody é uma poetisa da língua portuguesa e, por incluir – vez ou outra – a palavra “pinheiro” em suas estâncias, não é identificadora do paranismo;
3) Dalton Trevisan se identifica como o “Vampiro de Curitiba” por não apresentar, em sua temática, uma referência de identidade, tão diversa é sua estética;
4) Domingos Pellegrini, também, variando a temática entre o urbano e o micro-regional, pouca contribuição tem dado para a afirmação de uma literatura identificadora do Paraná...
5) Noel Nascimento, autor de “Casa Verde”, pode ser considerado “paranista” por romancear a historiografia do Paraná. Descreve tipos de uma época e numa área geográfica difícil de uniformizar as gentes, pois os conflitos do “Contestado” se deram nos limites do campeiro com o matuto. Por seu esforço deve fazer parte da galeria dos literatos paranistas.
6) Adolpho Mariano da Costa, notadamente com três de suas obras “O Donatário”, “Canal de Desvio” e “Parábolas da Terra sem Males”, contribui para registrar, mesmo que pouco, o tipo do homem das micro-regiões Oeste e Sudoeste do Estado.

Ninguém duvida quando lê Graciliano Ramos, José Lins do Rego ou João Cabral de Melo Neto, que sejam nordestinos;
A obra de Monteiro Lobato também é regional (de São Paulo e metade sul de Minas Gerais), porque em seus personagens não figuram os gaúchos, os nordestinos, os amazonenses, e nem os tropeiros e os pantaneiros;
A literatura regional gaúcha é identificada de sopetão, porque, como disse Mário de Andrade: “De todas as literaturas regionais do Brasil, tenho a impressão que a gaúcha é a que mais apresenta uma identidade de princípios, uma normalidade geral dentro do bom, uma consciência de cultura, uma igualdade intelectual e psicológica, que a torna fortemente unida e louvável”;
A Bahia se identifica em Jorge Amado assim como Jorge Amado identifica a Bahia, na sua escrita.

***
Parece que o “modernismo”, da famosa Semana da Arte Moderna de São Paulo, de 1922, ainda não chegou ao Paraná! Por que é que não repercutiu no meio literário curitibano?
Apenas alguns elementos da Academia Paranaense de Letras tentaram, na década de quarenta, implantar o modernismo, mas os “imortais” venceram a parada, e os modernistas tiveram que se declarar antiparanistas! – Um absurdo, pois no significado exato da palavra eram muito mais paranistas justamente os que apoiaram o modernismo e não os acadêmicos que, naquele momento se portaram como reacionários!
Trevisan estava entre aqueles modernistas, assim como Bento Munhoz da Rocha Neto que, em 67, ao assumir a cadeira disse: “A Academia tem a responsabilidade diante dos jovens que estão surgindo, venham eles do panorama clássico do Paraná ou convirjam para a sua metrópole, dos quatro cantos de nossas regiões pioneiras”.
Mas surgiu um regionalismo tão tímido que não conseguiu mostrar o rosto paranaense. Trevisan, Munhoz da Rocha, Guimarães da Costa, entre outros, esqueceram que, com raras exceções, não é a literatura urbana que identifica os regionalismos. Temos como exemplo os grandes: Manuel de Almeida (Memórias de um Sargento de Milícias), Machado de Assis, Raul Pompéia, ou mesmo Mário Quintana e Aloísio Azevedo, pois o cenário deles poderia ter sido a geografia de qualquer cidade do Brasil, sem perder nada da beleza de conteúdo e qualidade.
Como naquele tempo, que aos críticos elitistas não interessava a revelação de servidões no campo e na cidade, o homem comum, a injustiça social, a vida, as lutas do povo paranaense... ainda hoje, aquela posição retrógrada se reflete de algum modo no formalismo, com o empobrecimento do conteúdo, emperrando o desabrochar do paranismo... – Ainda, há dois anos, quando a Assembléia Legislativa tentou oficializar uma indumentária tradicional (do tropeiro) que identificaria o paranaense, a mídia conseguiu demover o governador para que não assinasse a lei, e continuamos sem identidade “visual”.

Assim, num apelo mais provocativo do que teórico, pergunto: Não é hora de se dar uma marca, uma identidade à literatura regional do Paraná, com temática e estética paranaense, ou paranista?
- Não poderíamos nós, escritores independentes da ACPAI e da UBE-PR, assumir este papel resgatante e propagandista?
- Não deveríamos identificar os escritores que tenham tal propensão, e incentivá-los para que firmem uma temática e uma estética de nosso chão, e para o nosso chão?... E daí para o mundo...

Nada mais legítimo nem mais humano do que o amor à paisagem de todo o dia, ao cenário da querência, com sua marca própria de grandes campos ondulados, salpicados de capões com pinheiros; visual que o habitante do interior se habituou.
Mas o escritor paranaense ficou entre São Paulo (centro econômico e político) e o Rio Grande do Sul (o irradiador da cultura campeira e tropeira que identifica sobremodo o “modus faciendi” do paranaense tradicional). Na paisagem sulista estavam, e estão, os elementos geográficos que podem servir de base para a iniciação de uma cultura literária própria. Própria e comum, com Santa Cataria e o Rio Grande do Sul, como são comuns aos três Estados: a geada, o pinheiro, o mate, o tropeirismo, etc...
Estes Campos Gerais que, desde Jaguariaíva, se estendem para o sul abrindo o leque que abriga Castro, Ponta Grossa, Guarapuava, Palmas, Lapa, Curitibanos, Lages, Vacaria, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Cruz Alta e, pela região Missioneira – também de campos gerais -, derrama-se pelos pampas de São Gabriel, Alegrete, Uruguaiana, Livramento, Bagé, donde se manda “a la cria” Argentina e Uruguai adentro, eram, como ainda são, convites para embrionar uma literatura bem nossa.

Não nos falta nada, como fonte temática, para que tenhamos nossa literatura identificada. Temos uma paisagem exuberante: serras, campos, quedas d’águas...
Temos flora e fauna como os demais.
Temos gentes como os demais: índios, brancos, negros...
Temos uma História riquíssima: a mineração do primeiro ouro do Brasil, a província índio-cristã de Guaíra, a independência da Comarca, abolicionismo, imigração, Revolução Federalista, Guerra do Contestado...
Temos dois ciclos econômicos inspiradores: Tropeirismo e erva-mate;
Temos lendas, superstições e até uma culinária regional;
Temos os caminhos da Graciosa, das tropas, do Peabiru...
Temos as sagas de Guairacá, de Bento Viana, de Silva Gomes, dos monges...
Temos o romantismo de Paiquerê, de Naipy e Tarobá;
Temos vocabulário, linguajar, expressões...
Enfim: Temos todos os aspectos necessários para o pano de fundo à criação literária terrantesa: mitos, usos, costumes, ditados, símbolos e heróis. Temos até o arquétipo que se formou no Paraná tradicional, que é o tropeiro, que é o biriva, que é o tingui. Só nos falta uma identificação!
Mas que não seja um crachá de última hora, mas sim um documento legítimo e substancioso, para um povo de estirpe elevada e que se orgulhe de sua gente e de seu jeito, de seus ancestrais, de sua história, de seu chão e de sua literatura.

Devemos, sim, o quanto antes, criar o sentimento terrantês, sonhado e proposto na “Semana de 22”, buscando temática nos motivos folclóricos de nossa terra.
No realismo, o romancista tem condições excepcionais de conteúdo numa terra tão riquíssima, mas tão desconhecida de seus habitantes.
Após tais reflexões, cabe-nos o alerta: Se não tomarmos esta providência, o Paraná corre o risco de ver o povo desligar-se de suas raízes.
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Exposto e refletido o problema, e sabedores d’onde queremos chegar, cabe abrir e trilhar o caminho paranista. Seja em prosa, seja em verso, não há mais motivos que justifiquem nublar a identidade dos paranaenses.
Seguindo a historiografia e a geografia humana, não temos nada para criar, mas apenas recriar o Paraná Tradicional e dar-lhe vida.
Certo é que, abandonado como foi, notadamente no último meio século, onde o rádio e, principalmente, a televisão foram se impondo e uniformizando todos os aspectos e valores do cotidiano de nosso povo, num verdadeiro desserviço ao regionalismo, é forçoso dizer que a empreitada não será fácil.
Não será fácil porque as potências não vêem com simpatia os pólos culturais nativos, haja vista representarem obstáculos para sua invasão cultural.
A cultura de massa impondo-se dia-a-dia, vendendo o seu produto através da publicidade, de um lado e, do outro ficou a cultura popular, não dirigida, respaldada apenas na tradição oral.
Com certeza não há espaço na sociedade industrial para valores, hábitos, costumes e ritos da sociedade tradicional. E, é exatamente nesta bipolarização de sociedade tradicional e industrial que se vê a condição de uma literatura resgatante, para os novos escritores, já que os grandes literatos não se aventurarão nesta direção.
Estamos em tempo, ainda, porque nem tudo foi banido pelo surto progressista. O tradicionalismo campeiro conseguiu, até o presente momento, manter, sob a cinza poluidora, uma brasa à espera de um assopro para virar labareda.
E, se é pela tradição, que algo é passado à geração seguinte, seja através do elemento dito ou escrito, e algo é entregue, isso constitui tradição – e nos constitui.
Evidente que a narrativa literária está mais preocupada com a ficção do que com a realidade, mas nem por isso pode-se negar que tenha entrado onde a historiografia não penetrou com segurança em certas particularidades e, isto pode ser ampliado de modo que possa vir a ser algo grandioso, como se percebe nos regionalismos de outras plagas brasilianas.
O primeiro passo para que o paranismo possa ser praticado e divulgado é estudar a História do Estado e da Região. Sem isto não há como criar um romance que identifique este torrão. Não há maneira de identificar o regionalismo sem a paisagem e a geografia para pano de fundo.
O palco do paranismo são os Campos Gerais, tendo por bastidores a sua História. Seu personagem principal é o tropeiro, pilchado e de cuia na mão, seja ele estancieiro, escravo ou peão.
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Carlos Zatti, gaúcho de Constantina, nascido em 1947, radicado no Paraná há mais de 30 anos. Tradicionalista e musicista, Bacharel em Ciências Contábeis, é Escritor, associado ao Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR). Membro fundador do Gesul e secretário geral do Movimento O Sul é o Meu País.

Aconteceu em 26 de agosto de 2010

Diversos eventos aconteceram em Curitiba no último dia 26 de agosto, agitando a comunidade literária curitibana, dentre as atividades destacamos a brilhante palestra proferida, nas dependências do Centro Paranaense Femino de Cultura, pelo jovem professor Guilherme Romanelli, que a Convite da Presidente da Academia Feminina de Letras do Paraná, Lygia Lopes dos Santos, discorreu sobre o tema: Porque a Música conversa conosco?
Não menos brilhante seguiu-se dentro do projeto da Academia Paranaense da Poesia - Oficina Permanente de Poesia, a Palestra proferida pela Academica Lília Souza, que para seleta platéia na Biblioteca Pública do Paraná, debateu a Poesia da Poetisa Paranaense Adélia Woellner.
Finalmente para coroar o dia, aconteceu no ínicio da noite na Confeitaria San Domingos, agradabilissima confraternização em comemoração ao aniversário da Presidente da Academia Paranaense da Poesia - Poetisa Roza de Oliveira.

Abaixo algumas fotografias dos eventos. Para visualizá-las, basta clicar sobre as imagens.

Academia Feminina de Letras




Oficina Permanente de Poesia




Aniversário Roza de Oliveira

XVI Semana de História

A Academia Paranaense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná promovem a XVI Semana de História, a ser realizada de 22 a 24 de setembro de 2010 na sede do IHGPR à rua José Loureiro nº 43 em Curitiba.

As inscrições serão gratuitas e poderão ser feitas no período de 23 de agosto a 17 de setembro de 2010 das 13:30 às 17:30 na sede do IHGPR, ou pelo e-mail ighpr1900@hotmail.com. Serão fornecidos certificados aos participantes que comparecerem a no mínimo 2/3 do programa. Mais informações com Muniz pelo telefone (41) 3224-0683

CICLO DE PALESTRAS - PROGRAMA

1. 22 DE SETEMBRO DE 2010, QUARTA FEIRA

16h00 às 16h10 - Abertura
16h10 às 17h00 - Palestra.
17h00 às 17h10 - Intervalo
17h10 às 18h00 - Comentários/debates
18h00 às 18h30 - Debates (platéia)

TEMA: REVOLUÇÃO DE 1930: ANTECEDENTES, CAUSAS IMEDIATAS, ECLOSÃO E CONSOLIDAÇÃO DO MOVIMENTO.
PALESTRANTE: Prof. Armando Martins Filho, do Colégio Militar de Curitiba e da UNIANDRADE.
COMENTADOR/DEBATEDOR: Prof. Marcus Boeira, da Faculdade Dom Bosco.

2. 23 DE SETEMBRO DE 2010, QUINTA FEIRA

16h00 às 17h00 - Palestra
17h00 às 17h10 - Intervalo
17h10 às 18h00 - Comentários/debates
18h00 às 18h30 - Debates (platéia)

TEMA: EVOLUÇÃO POLÍTICA, SOCIAL E ECONÔMICA DO BRASIL NA ERA VARGAS (1930-1945)
PALESTRANTE: Prof. Luís Alexandre Carta Winter, da PUC/Curitiba e UNICURITIBA.
COMENTADOR/DEBATEDOR: Acadêmico Léo de Almeida Neves

3. 24 DE SETEMBRO DE 2010, SEXTA FEIRA

16h00 às 16h50 - Palestra
16h50 às 17h00 - Intervalo
17h00 às 17h50 - Comentários/debates
17h50 às 18h20 - Debates (platéia)
18h20 às 18h30 - ENCERRAMENTO

TEMA: "EVOLUÇÃO POLÍTICA, SOCIAL E ECONÔMICA DO PARANÁ NA 'ERA VARGAS (1930-1945)'"
PALESTRANTE: Prof. Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná.
COMENTADOR / DEBATEDOR

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Notícias de Paranavaí: Nomeação da Poetisa Dinair Leite.

Mensagem de Dinair: Caríssimos amigos

Repasso a oficialização da nomeação que recebi para o cargo de Presidente Nacional da União Hispanoamericana de Escritores no Brasil, neste agosto, por ocasião do CONGRESO UNIVERSAL DE POESIA HISPANOAMERICANA - CUPHI, realizado em Tijuana - México com a presença do presidente fundador da UNIÃO HISPANOAMERICANA DE ESCRITORES, o renomado poeta peruano Carlos Garrido Chalén, a quem, como participante do seleto grupo internacional, tive a honra de indicar para o prêmio Nobel de Literatura - 2011, representando o Brasil.

Indicação consequente dos inquestionáveis méritos de Chalén, destacado como um poeta de raro quilate, como as "gemas preciosas que aparecem a cada certo tempo na história humana" na voz de Ernesto Kahan, Prêmio Nobel da Paz, que desde 2008 respalda a candidatura do escritor.(ver texto na íntegra no final da mensagem)

Divido com vocês este momento especial, contando com o Poder Superior para me fazer desempenhar este papel à altura e honrar as expectativas de tão nobres companheiros que distinguiram o nosso Brasil e minha humilde pessoa para compartilhar este caminho.

E agradeço de modo especial ao Movimento Poético Nacional, sediado em São Paulo e presidido pelo estimado Dr. Válter Argento, creditando esta abençoada conquista principalmente aos trabalhos, encaminhamento, orientação e acolhimento dos saudosos baluartes do MPN, minha primeira Casa Cultural, poetas Dr. Silva Barreto, Sylvya Reys e especialmente Jacintha Karelisky.

Coloco-me inteiramente à disposição dos amigos escritores e poetas de todos os estados do Brasil, a quem com as graças de Deus pretendemos atender e dedicar nosso trabalho.

Abraços fraternos

Dinair

NUEVOS DESIGNADOS EN LA UHE

1.- DINAIR LEITE: Presidente Nacional de la UHE en Brasil
2.- PORFIRIO BONILLA ARAUZ (de México): Director Mundial de Finanzas de la UHE
3.- ADRIANA BARBA ÁVILA (de México): Directora Mundial de Asuntos Sociales de la UHE
4. RAFAEL NEGRET FERNÁNDEZ: Presidente Nacional de la UHE en Panamá.


PROPONEN A POETA PERUANO CARLOS GARRIDO CHALEN A PREMIO CERVANTES 2010 Y PREMIO NOBEL DE LITERATURA 2011. Y AL PREMIO NÓBEL DE LITERATURA 2011 DESDE BOLIVIA

Poetas de más de quince países del mundo que participaron en el I Congreso Universal de Poesía Hispanoamericana (CUPHI) realizado en Tijuana, México, del 08 al 14 de agosto, reconocieron el valor de la obra literaria del laureado poeta peruano Carlos Garrido Chalén, Premio Mundial de Literatura "Andrés Bello" 2009 de Venezuela; y acordaron a través de la Sociedad Internacional de Poetas, Escritores y Artistas (SIPEA), con sede en México, proponerlo al Premio de Literatura en habla castellana "Miguel de Cervantes" 2010 de España; mientras que la Sociedad de Arte de Bolivia (SAB), acordó desde el país del altiplano postular al aeda tumbesino, al Premio Nóbel de Literatura 2011, de Suecia, con el respaldo de importantes Universidades de América.

El anuncio de la propuesta de Garrido Chalén al Premio "Miguel de Cervantes" 2010 de España, lo hizo en Tijuana (México), el Fundador de SIPEA, Doctor en Literatura, Manuel S. Leyva Martínez, y el de la validación al Premio Nóbel de Literatura 2011 en Estocolmo Suecia, la Presidente de la SAB, la poeta boliviana Patricia Collazos Bascopé.

Ernesto Kahan, Premio Nóbel de la Paz, que desde el 2008 respalda la candidatura de Carlos Garrido Chalén al Premio "Miguel de Cervantes", Premio consagratorio que se otorga a los escritores de hispanoamérica que más han contribuído con su obra a fortalecer el acervo de la lengua castellana, mostró su satisfacción por esa decisión asumida por SIPEA de México y dijo que "poetas de la talla de Garrido Chalén, son como gemas preciosas raras que aparecen cada cierto tiempo de la historia humana".

De ese mismo criterio son los poetas Adi Yagur de Israel, Manuel Leyva Martínez, Elizabeth Leyva, Isabel Cristina Murrieta López, Adriana Barba Avila, María Oralia Rodríguez Gonzalez Jaime García Tenorio, Rene Arriaga del Castillo, Carlos Valenzuela y Luis Torres (de México), Dinair Leite (de Brasil), Bella Clara Ventura y Héctor José Corredor Cuervo (de Colombia) y Carmen Rojas Larrazábal (de Venezuela), entre otros, quien sostuvieron en Tijuana, México, que la obra de Carlos Garrido Chalén es genial; aseguraron que se encuentra en la cima de la poesía de América y constituye un aporte sin precedentes a la literatura mundial.

Carlos Garrido Chalén, que se encuentra actualmente en Méjico, es autor de una veintena de obras publicadas en los géneros de poesía, novela, cuento y ensayo. El Instituto Nacional de Cultura (INC) de Perú le otorgó en 1997 la distinción "Patrimonio Cultural Vivo de la Nación". Es Embajador Universal de la Paz del Círculo de Embajadores Universales de la Paz de Ginebra Suiza y uno de los abanderados de la lucha contra la corrupción y a favor de la paz en el Continente.A comienzos del mes fue incorporado como miembro de la International Writers and Artists Association (IWA), con sede en Toledo, Ohío (EE UU) a la que pertenecen Rigoberta Manchú (Premio Nóbel de la Paz de Guatemala), los escritores Eduardo Galeano (Uruguay), Ernesto Sábato (Argentina), Torri Morrison (Premio Nóbel de Literatiura de EE UU), Isabel Allende (Chile) y Leonardo Boff (Brasil) y otros escritores y artistas de prestigio mundial y es considerado como uno de los poetas más laureados del Continente.

Poesia dedicada por Dinair Leite, ao Comite Organizador do Congreso Universal de Poesia Hispanoamericana (CUPHI) e a todos os participantes do magno evento

ODE AO CUPHI!

Chorei...chorei com a dor
da tristonha despedida,
de um povo que é puro amor,
num país que vibra vida!

Viva emoção o meu peito
preencheu... e quase explodiu!
Mas meu coração com jeito,
vibrou no peito...e sorriu!

CUPHI foi iluminado
por corações varonis
bebendo seu mel sagrado
espargido em mil barris...

Tom certo, com maestria,
MANUEL LEYVA ofertava
noite a dentro e pelo dia,
glorioso ele brilhava!

MARTÍNEZ , sua família,
honrados agradecemos
o saber vivo em vigília
que tão felizes bebemos

Família culta e unida
com sua equipe gentil
que em transparência luzida
acolheu nosso BRASIL!!!

Tantos poetas eu vi
a receber e doar
buquês...e com frenesi
a Liberdade cantar!

Escritores também vi,
chegarem de tantas partes,
com mesmo ideal dali,
abraçando irmãos em artes...

Tijuana! És tão linda...
e abrigastes com afeto
poetas,canções infindas,
em teu coração dileto...

Para ti hei de voltar
um dia se Deus quiser!
Com teu povo eu hei de orar
à Virgem Santa e mulher...

Senhora Guadalupana!
Que tanto me comoveu...
fêz-me sentir mexicana
pela fé que me envolveu...

Vivi doce experiência
com um cultor envolvente
que impôs a sua gerência
feito um correr de nascente!

Maestro LEYVA! Meus vivas!
Pelo CUPHI eu te bendigo:
- Sempre a Liberdade avivas!
Que a Paz esteja contigo!

TIJUANA foi celeiro
de Grãos de Milho de porte!
Foi um útero-viveiro,
foi nosso ninho e suporte!

Poetas Del Mundo eu choro
a dor....saudade sem fim,
de um choro bom e sonoro:
MÉXICO! Lembra de mim!
Dinair Leite

Hábitos do musgo - lançamento Kafka Edições

Lançamento da antologia Hábitos do Musgo
da poeta irlandesa Eiléan Ní Chuilleanáin
Organização e tradução Luci Collin
Ela vem de Dublin para os lançamentos.
Dia 27 de agosto em SP (USP) e dia 31 em Curitiba (UFPR).

dia 31 de agosto, terça-feira às 20h no anfiteatro
da Reitoria, no 1º andar do Ed. D. Pedro I - na R. Gal. Carneiro,460,
Clique sobre a imagem e saiba mais.

Coluna Simultaneidades Aconteceu

Aconteceu no último dia 23 de agosto do corrente ano, no Centro Paranaense Feminino de Cultura, Recital em homenagem aos 200 anos de Chopin, na oportunidade Júlio Enrique Gómez brilhou ao piano.
Veja as fotos do evento clicando na Coluna Simultaneidades Aconteceu, na barra lateral direita deste blog ou diretamente no link abaixo:

http://colunaaconteceu.blogspot.com/2010/08/recital-chopin-200-anos.html

O Centro de Letras do Paraná, prestou singela homenagem ao Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, com interessantissima palestra proferida pela Professora Roza de Oliveira. Saiba mais sobre o evento e veja as fotografias, clicando na Coluna Simultaneidades Aconteceu ( barra lateral direita deste Blog) ou diretamente no endereço abaixo:

http://colunaaconteceu.blogspot.com/2010/08/centro-de-letras-do-parana-presta.html


lançamento do livro "A Caminho do Sol" de Ney Tadeu Machado.


A POÍESIS - Apoio Pedagógico e Administrativo
convida V.Sª. e demais membros desta instituição para o lançamento
do livro "A Caminho do Sol" de Ney Tadeu Machado.
Clique sobre a imagem e saiba mais

Conservatório de MPB. Cursos especiais 2010

Conservatório de MPB abre inscrições para cursos especiais

Estão abertas até 3 de setembro as inscrições para cursos especiais que o Conservatório de Música Popular Brasileira estará oferecendo à comunidade, de 11 de setembro a 30 de outubro de 2010. Os cursos são os seguintes: banda infanto-juvenil de MPB, guitarra para violonistas, no ritmo do berimbau e percuteria brasileira. As aulas serão ministradas todos os sábados, das 14 às 16h. A carga horária é de 16 horas-aula com 8 encontros de 2 horas. Segue uma descrição resumida de cada curso.

Banda infanto-juvenil - Professor Sérgio Wolf
Curso dirigido a estudantes de música na faixa etária de 8 a 20 anos, executantes de instrumentos de sopro (madeiras e metais) ou percussão. Consiste na formação de uma banda de música dedicada exclusivamente ao repertório da MPB.
40 vagas

Guitarra para violonistas - professor Jackson Franklin
Tem como público alvo estudantes de violão de nível médio e violonistas que atuam no mercado de trabalho e tenham interesse em conhecer a linguagem da guitarra elétrica com o objetivo de abrir o leque de opções como instrumentista.
15 vagas

No ritmo do berimbau - professor Fábio Macedo
Aberto a iniciantes ou não. A proposta é apresentar o universo rítmico do berimbau tradicional e também sua potencialidade de adaptação e utilização em distintas formas musicais.
20 vagas

Percuteria brasileira - professor Denis Mariano
“Percuteria” é o termo usado para definir um kit de percussão múltipla com instrumentos dispostos de forma semelhante ao set de bateria. Neste curso serão abordadas algumas possibilidades de combinações aplicadas a diversos ritmos brasileiros.
20 vagas

Serviço:
Inscrições para cursos especiais
Local: Conservatório de MPB - Rua Mateus Leme, 66 - Centro Histórico
Data e horário das inscrições: 23 de agosto a 3 de setembro (9h às 12h e 14h às 18h)
Informações: 3321-3318/ 3321-3315
Investimento: R$100,00

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um passeio pela História: 29 de agosto de 1853 - Criação da Província do Paraná

O Paraná completará 157 anos, no próximo dia 29 de agosto.

A denominação “Paraná” vem da língua guarani e quer dizer: “para” ... mar + “anã” ... parecido, parente, semelhante, significando rio grande, rio como mar, rio semelhante ao mar.

É termo de origem geográfica e refere-se ao Rio Paraná, o maior curso d’água em território paranaense, que divisa o Estado do Paraná da República do Paraguai e do Estado do Mato Grosso do Sul. Originalmente a pronúncia correta do termo era Paranã, porém, com o tempo alterou-se a acentuação da última vogal. Em se tratando de estudo toponímico, deve-se levar em conta que o topônimo Paraná, aparece, dentre várias citações, em três outras importantes denominações no território paranaense, a saber: “Rio Paranapanema”, que divide, a norte e noroeste os Estados do Paraná e de São Paulo; “Paranaguá”, primeiro município criado no estado; “Rio Paraná”, situado na porção oeste paranaense.

A denominação Paraná, dada ao Estado da Federação, surgiu a partir de 1853, no período da elevação da então Comarca de Curitiba, que era jurisdicionada à Província de São Paulo, à categoria de Província.
A sanção do projeto que criou a Província foi do Senador Honório Hermeto Carneiro Leão (Marques do Paraná), da Província de Minas Gerais. Até então o nome que prevalecia para a porção territorial que hoje compõe o Estado do Paraná era Curitiba, em função da denominação da Comarca. Nos livros, documentos e jornais da época conhecia-se este território, então paulista, por Comarca de Curitiba.
Em 1811, Pedro Joaquim de Castro Correia e Sá pretendeu criar uma Capitania no território que é hoje o Estado do Paraná. Ambicionava ser Capitão-General e apostou seu prestígio nesta proposta. Sobre a intenção de Correia e Sá, o historiador Romário Martins, em História do Paraná, pág. 321, diz o seguinte: “... viu na Comarca de Paranaguá, dilatada, pobre e distante da sede do governo paulista a que estava sujeita, o campo propício aos seus desejos”. Apesar do apoio político obtido, o aspirante a Capitão-General não obteve êxito em seus objetivos. A Corte lhe fechou as portas. O autor classifica Correia e Sá de oportunista e destaca os nomes de Floriano Bento Viana, Francisco de Paula e Silva Gomes e Manoel Francisco Correia Júnior como verdadeiros baluartes da criação da Província do Paraná. Eram patriotas, pura e simplesmente idealistas.
Bento Viana era militar e, a 15 de julho de 1821, iniciou um movimento separatista que passou para a história com o nome de “Conjura Separatista”. A princípio os ideais de Bento Viana foram bem aceitos por seus companheiros, mas no momento mais importante, na exposição de seus argumentos para a criação da Província não recebeu apoio de ninguém. Ficou sozinho.
Depois de Bento Viana o nome de Francisco de Paula e Silva Gomes destacou-se no cenário político do separatismo. Segundo Romário Martins: “... ele trazia à baila os seus argumentos sobre as necessidades da criação de uma nova província em Curitiba, necessidades nacionais de ordem política, econômica e militar”. Silva Gomes morreu assassinado por um índio tapuio, que havia sido criado como seu filho.
Por último, concluindo a trilogia dos heróis da criação da Província do Paraná está Manoel Francisco Correia Júnior, um ilustre parnanguara que, dentre outras coisas, para a consolidação da Comarca de Curitiba em Província, em 1842, por conta da Revolução Paulista “armou, fardou e manteve à sua custa um batalhão legalista” Romário Martins, História do Paraná, pág. 328. Correia Júnior havia recebido promessa da alta cúpula militar imperial que, se vencida a revolução, transformariam a Comarca em Província. Sobre Correia Júnior escreveu Moreira de Azevedo: “... viu os seus haveres abalados pelos sacrifícios que fez na qualidade de coronel da Guarda Nacional encarregado da defesa da Comarca, ameaçada em 1842 pelos revoltosos de São Paulo.”
No dizer de Romário Martins a ação política de Correia Júnior foi obscurecida por João da Silva Machado, então encarregado das providências militares da Comarca de Curitiba. Silva Machado não teria, em suas correspondências ao Presidente da Província de São Paulo, se referido às ações desprendidas de Correia Júnior. Silva Machado, o futuro Barão de Antonina omitiu injustamente o serviço ideológico de Correia Júnior, que havia investido sua fortuna nesta empreitada, tendo-a perdido, ficando sem seus bens, sem prestígio e sem amigos.
O patrono da Província acabou sendo João da Silva Machado, um tropeiro gaúcho de excepcional visão política e empresarial. De Silva Machado o historiador Romário Martins diz o seguinte: “Sua presença em Curitiba por ocasião da revolta de Sorocaba (1842) lhe inspirou duas resoluções que ele levou a cabo com completo sucesso: a de apossar-se de latifúndios por todas as partes da Comarca e a de conseguir a elevação desta à categoria de Província e fruir os proventos políticos que daí adviriam. Não houve região alguma da Comarca vastíssima onde ele não registrasse uma posse de terras escolhidas entre as melhores. Não houve também, é justo que se diga, esforço que não desprendesse no sentido de congregar prosélitos para a causa da separação e constituição da Província. Todas as honras e proventos lhe couberam no dia da vitória. A Comarca fê-lo barão de Antonina. A Província fê-lo senador”.
A Lei Imperial n.º 704, de 29 de agosto de 1853, sancionada pelo Imperador D. Pedro II, criou a Província do Paraná.
Art. 1º A comarca de Curitiba, da Província de São Paulo fica elevada à categoria de Província, com a denominação de Província do Paraná. Sua extensão e limites serão os mesmos da referida Comarca.
Segundo Ruy Christovam Wachowicz, em História do Paraná, pág. 119 “... no processo de emancipação da Comarca, não houve participação da população nem sua maior mobilização. Tudo se resolveu nos escalões imperiais. A diminuta participação das próprias elites regionais no processo de emancipação, levou as autoridades imperiais a batizarem a nova Província. Recentemente, havia sido criada uma Província no norte do Brasil que teve seu nome tirado do maior rio da região: Amazonas. O mesmo comportamento foi aplicado à Comarca de Curitiba. Sendo o Paraná o maior rio a banhar o território provincial, dele foi extraído o nome da mesma: Paraná”.
A forma como surgiu a denominação do Estado do Paraná foi impositiva. Não houve consenso. Foi uma decisão “de cima para baixo”. Se prevalecesse o bom senso continuaria o nome da antiga Comarca de Curitiba. O primeiro Presidente da Província do Paraná foi Zacarias de Góes e Vasconcellos, que governou de forma brilhante, deixando seu nome marcado pelas ações acertadas de sua administração.

Fonte: Secretaria Estadual de Cultura do Paraná

Abaixo interessante matéria publicada no Jornal O Diário no dia 29/08/2008.

Paraná completa 155 anos rico na economia e na cultura.Edson Osvaldo Melo.

Há exatos 155 anos, em 29 de agosto de 1853, quando o imperador Dom Pedro II assinou a Lei 704, criando a Província do Paraná, dava-se início a uma história rica e multicultural que culminou no quinto maior Estado e um dos celeiros do Brasil. Este ato, a contragosto dos paulistas que não queriam abrir mão do rico território paranaense, não aconteceu por acaso.

Foram mais de 10 anos de luta política, envolvendo as mais diversas lideranças paranistas, entre elas Paula Gomes, Bento Viana e Cruz Machado, unidos em torno da mesma causa: a autonomia da região em relação à Província de São Paulo.

Criada a Província, tomou posse como seu primeiro presidente, um amigo do imperador, o conselheiro baiano Zacarias de Góis e Vasconcelos, em 19 de dezembro daquele mesmo ano. Desde então, as duas datas passaram a fazer parte das comemorações paranistas, uns preferindo a primeira como marco paranaense.

"Bento Munhoz da Rocha Netto, sociólogo, historiador, deputado federal e ex-governador do Paraná sempre dizia que a data de 29 de agosto deveria merecer maior comemoração que o 19 de dezembro", afirma o vice-presidente do Movimento Pró-Paraná, desembargador Luís Renato Pedroso.

"O 29 de agosto foi o coroamento de uma grande luta pela nossa emancipação", continuou Pedroso. Como reflexo imediato desta mobilização, os tributos aqui arrecadados deixaram de ser aplicados em outras áreas que não as daqui, sob decisão da administração sediada em Curitiba e não em São Paulo, como ocorria antes da criação da Província paranaense.

Pedroso lamenta não haver nos dias de hoje o costume de se comemorar a data paranista de maneira apropriada. "Desafortunadamente não há o costume de reverenciar as datas históricas e nem os grandes vultos paranaenses. É necessário que as escolas e entidades cívico-culturais se preocupem em festejar tais acontecimentos", comentou.

Pedroso analisa o comportamento do paranaense e afirma: "o nosso povo é muito tímido. Ele não sabe reivindicar junto aos canais competentes os direitos que lhe são próprios e por outro lado alguns são autofágicos, o que é muito ruim", disse. Segundo o desembargador, nos dias de hoje o Paraná merece um tratamento diferenciado das autoridades federais "pela sua pujança econômica e cultural".

Para não deixar passar em branco, o Movimento Pró-Paraná realizou um encontro no auditório do Centro Universitário Curitiba, na capital, ontem, para comemorar antecipadamente a chegada do 155º aniversário do nosso Estado. Coube ao historiador José Carlos Veiga Lopes, 2º vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná as honras de oficializar a cerimônia cívica realizando uma palestra sobre o tema.

Veiga Lopes destacou que ao contrário de um existem três Paranás: "Há o Paraná tradicional, o Paraná do Norte e o Paraná do Oeste", afirmou. Para o historiador, o Paraná tradicional é aquele que começou pelo povoamento dos portugueses no litoral e posteriormente subiu ao planalto, criando Curitiba e acolhendo os imigrantes europeus. O Paraná do Norte teve sua colonização capitaneada por mineiros e paulistas e o do Oeste pelos gaúchos.
Fonte: Odiario.com